Em mais uma divertida noite dançante do último dezembro, esteva eu com duas amiiigas que não moram mais no rio (mas sempre no meu coração), e são o máaaximo. Muita alegria, encontro com amigos e samba no pé. Estavamos conversando e dançando com mais dois amigos. Era um encontro para receber essas queridas.
Lá para tantas, na rodinha, dançavamos e cantávamos e eu me sentindo a rainha da bateria, claro. De repente , do nada, sou interrompida por uma desconhecida que me cutuca e me chama para a mesa ao lado, onde tem três mulheres sentadas. Sendo que as outras duas faziam gestos de reprovação para ela, mas dando risadinhas. Muito estranho. Hesitei, mas fui.
A bobinha aqui ainda abaixou para ouvir o que a recalcada diria: - Ei! Você é a garota que matou seus pais?
Respondi: - você tá me zuando, né? (querendo matá-la)
Ela, cheia de marra: - Ah! Mas vem cá, nunca ninguém disse que você parece com ela? (amiguinhas ainda dando risadinhas)
Eu, ríspida: Que piada de mau gosto. Já falaram que pareço com a Kim Bassinger, Danielle Winits, Angélica... Confundir é impossível, eu sei. Você me chamou para incomodar. Cai fora (ninguém pode ser tão desinformada, ignorante ou estar tão alucinada naquela situação)
Dei-lhe as costas (de nariz em pé) e fui minha turma, ali ao lado, contar para minhas amiiigas em tom de 'que absurdo', vendo as inconvenientes levantarem da mesa envergonhadas. Ainda bem. Mas aquilo mexeu comigo; parei de sambar alegremente.
E assim que aquela vadia e suas comparsas sairam do meu campo de visão, comecei a desabafar com minhas amigas, mas de uma maneira diferente daquela de antes, chateada com essa maldita comparação. Desanimada... Mesmo sabendo que a baranga só queria cortar minha felicidade (e conseguiu por alguns minutos).
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Barraco x rodada de bahiana
Pelo jeito que escrevo no blog, deve parecer que sou uma super barraqueira ou´pra lá de metida, mas não é nada disso. Tem certas situações que se não der uma rodadinha na bahiana você é feito de otário. Acho o carioca mal educado e marrento. Sou carioca com sangue bahiano e educação quase britânica já falei. Barraqueira não, reclamona sim! Escândalo, jamais (a não ser que estejamos em perigo imediato). Meios legais, sempre (não quer dizer que funcione).
Na nossa cultura é muito comum quem reclama ser o chato da parada. A passividade que é o bacana? O tão condenado 'relaxa e goza' da Marta Suplicy, é praticado diarimente pelas pessoas por pura preguiça de verificar o que está errado e se revoltar diante das coisas absurdas. Pra quem não sabe, essa infelicidade que ela disse é uma frase que tem num ditado da pior qualidade que pode ser considerado o mais imbecil, machista, babaca, conformista e violento (que já ouvi na vida). Tão idiota, que me recuso a escrever inteiro aqui.
Mas traduz bastante a postura do nosso povo que talvez pela preguiça de se manifestar contra o que está errado, ou pelo egoísmo de não querer se envolver em mais problemas do que os que já estão necessariamente na sua esfera particular, não reclamam de porra nenhuma que está errada. Não quero julgar isso. Se o conformismo lhes traz felicidade, quem sou eu para falar alguma coisa. Acho que na vida, essa é nossa maior busca.
Mas não me enche se eu for lutar pelos meus direito, tá?
Na nossa cultura é muito comum quem reclama ser o chato da parada. A passividade que é o bacana? O tão condenado 'relaxa e goza' da Marta Suplicy, é praticado diarimente pelas pessoas por pura preguiça de verificar o que está errado e se revoltar diante das coisas absurdas. Pra quem não sabe, essa infelicidade que ela disse é uma frase que tem num ditado da pior qualidade que pode ser considerado o mais imbecil, machista, babaca, conformista e violento (que já ouvi na vida). Tão idiota, que me recuso a escrever inteiro aqui.
Mas traduz bastante a postura do nosso povo que talvez pela preguiça de se manifestar contra o que está errado, ou pelo egoísmo de não querer se envolver em mais problemas do que os que já estão necessariamente na sua esfera particular, não reclamam de porra nenhuma que está errada. Não quero julgar isso. Se o conformismo lhes traz felicidade, quem sou eu para falar alguma coisa. Acho que na vida, essa é nossa maior busca.
Mas não me enche se eu for lutar pelos meus direito, tá?
domingo, 3 de janeiro de 2010
Madrugadas dançantes x homens bêbados
Estou muito de saco cheio dos homens e suas abordagens idiotas e mentirosas bêbadas nas minhas divertidas madrugadas dançantes. Queridos, eu não vou ficar pagando taxi e entrada (que inclui dj, banda, segurança e tudo mais) para passar a noite ouvindo uns papinhos ridículos e tendo que gastar minha pobre voz no meio de músicas altas enquanto estou dançando empolgadíssima.
Agora é assim. Se quiser pega meu telefone e me liga. Não me dou nem ao trabalho de conversar mais na night. É furada atrás de furada. Um bando de bêbado sem critério com altas declarações que não passam daquele momento. Eu passo várias noites sem fazer nada, sem ninguém me chamar para um cineminha, sem um papo interessante filosófico no telefone, uma discussão sobre um filme bom no dvd, um jantar a dois ou nada disso. Porque vou ficar perdendo meu tempo e dinheiro?
E pior, gastando minha imagem sendo vista com gente sem referências na noitada!? Cansei disso. Não quero dizer que ninguém presta. Calma. Mas nessa hora as pessoas só se julgam pela aparência e isso é realmente muito pouco. Pagar para conversar na música alta é burrice. Eu saio para dançar mesmo. Para voltar cansada, suada, exausta de dançar. Podemos paquerar, dançar, trocar olhares e telefone, mas cansei de papinho e de ser enganada.
Não deixa de ser uma triagem. Se gostar dos 3 minutos da conversa e resolvermos trocar telefone, depois ligar para me conhecer e eu tiver a sorte grande de ser uma pessoa bacana também, beleza. Senão, melhor ainda, que não gastei minha grana, minha voz e meu tempo com mais um babaca. Detalhe: os que eu gosto pela aparência (em geral os que parecem mais velhos) nem me enxergam... e a pirralhada me cercando.
A verdade é que eu amo música, amo dançar e sair a noite faz um bem danado para minha auto-estima. Fico me sentido a própria rainha de bateria ou a professora da dança do faustão (haha). E ainda com a vantagem de que sei que vou acordar eu mesma com minha personalidade normal, inteligência, humor debochado e anonimato.
Sei que também sou babaca às vezes e dispenso pessoas que fazem tudo direitinho porque eu fico desconfiada por ter um feeling de que não vai dar certo. Mas como eu tenho vários feelings burros com homens e o mundo dá voltas, vamos ver, né?
Agora é assim. Se quiser pega meu telefone e me liga. Não me dou nem ao trabalho de conversar mais na night. É furada atrás de furada. Um bando de bêbado sem critério com altas declarações que não passam daquele momento. Eu passo várias noites sem fazer nada, sem ninguém me chamar para um cineminha, sem um papo interessante filosófico no telefone, uma discussão sobre um filme bom no dvd, um jantar a dois ou nada disso. Porque vou ficar perdendo meu tempo e dinheiro?
E pior, gastando minha imagem sendo vista com gente sem referências na noitada!? Cansei disso. Não quero dizer que ninguém presta. Calma. Mas nessa hora as pessoas só se julgam pela aparência e isso é realmente muito pouco. Pagar para conversar na música alta é burrice. Eu saio para dançar mesmo. Para voltar cansada, suada, exausta de dançar. Podemos paquerar, dançar, trocar olhares e telefone, mas cansei de papinho e de ser enganada.
Não deixa de ser uma triagem. Se gostar dos 3 minutos da conversa e resolvermos trocar telefone, depois ligar para me conhecer e eu tiver a sorte grande de ser uma pessoa bacana também, beleza. Senão, melhor ainda, que não gastei minha grana, minha voz e meu tempo com mais um babaca. Detalhe: os que eu gosto pela aparência (em geral os que parecem mais velhos) nem me enxergam... e a pirralhada me cercando.
A verdade é que eu amo música, amo dançar e sair a noite faz um bem danado para minha auto-estima. Fico me sentido a própria rainha de bateria ou a professora da dança do faustão (haha). E ainda com a vantagem de que sei que vou acordar eu mesma com minha personalidade normal, inteligência, humor debochado e anonimato.
Sei que também sou babaca às vezes e dispenso pessoas que fazem tudo direitinho porque eu fico desconfiada por ter um feeling de que não vai dar certo. Mas como eu tenho vários feelings burros com homens e o mundo dá voltas, vamos ver, né?
Assinar:
Postagens (Atom)
