sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Saudações ao amor

Agora vocês vão entender porque não posso falar sobre as coisas que acho legais e fofinhas. Esse vai ser o primeiro post sensível. Daquelas novelas que eu falei, Caminho das Índias é a melhor, disparada. Fiquei meio bitolada, confesso. Além de ver a novela religiosamente a partir do momento que comecei, das 4356464 visualizações de “Kajra re” no Youtube (clipe de uma música da novela), 6464, fui eu. Juro que não imito mais a dança (não conta, amiga), só canto.

Depois foi a vez de “Sallam E Ishq”. Adooooro. É divertido, engraçado, diferente, sexy e romântico ao mesmo tempo (mas tem que ver prestando atenção para sentir tudo isso). Acho todos os cantores e cantoras lindos! Cada sorriso... E ficava imaginando o que eles estariam dizendo no clipe (detalhe: tem 7 minutos). É hipopotizante.

Então, como em “Kajra re” e “Sajna ve Sajna” (música linda), procurei a letra de “Salaam E ishq” e nesse caso, logo depois a tradução. Gente, chorei enquanto lia o que significava. Muito monga. Que música linda. E o clipe é completamente desproporcional (cultura totalmente diferente; e esse ainda é bem ocidentalizado). Minha irmã não entende como consigo escutar e assistir tantas vezes. O nome da música é “Saudações ao amor”, em português.

Se até aqui já está cafona, vocês não imaginam quando virem o clipe e a tradução.

http://www.youtube.com/watch?v=FnRI1cJbnOs



http://vagalume.uol.com.br/caminho-das-indias-novela/salam-e-ishq-traducao.html

Para quem não tiver paciência de ver inteiro, selecionei três partes: 3:07, 4:18, 5:25. Nessas partes eu ficava pensando muito: que diabos eles estão falando?

E para quem gostou:



Nesse, "Kajra re", tem milhares de mulheres, mas os homens só querem uma. Ela já chuta a cara de um, aos 00:15. Aos 2:14 eles voam em volta dela. É muito engraçado. O jovem de óculos aviator se humilha, mas ela quer o barangão grisalho mesmo. Reparem neles imitando Michael Jackson aos 4:30. Hahahahaha!

A Garota de Rosa Shock

Lembram desse filme? Não? Tudo bem. Não sobre ele mesmo. Alguns de vocês devem ter acompanhado nos jornais a história da estudante de 20 anos que foi hostilizada por usar vestido curto na UNIBAN (Faculdade de São Bernardo do Campo, SP). Ela teve que sair da faculdade escoltada por policiais sob xingamentos de “puta, puta”. Ridículo.

Na minha faculdade, católica por sinal, muitas meninas usavam uns shortinhos mais curtos que esse vestido e ninguém favala nada! Não defendo a roupa da garota; jamais iria a faculdade assim, mas não concordo com a atitude dos delinquentes que a humilharam. Assisti ao vídeo e ela foi embora quietinha.

Eu iria embora mandando todo mundo tomar no cú, fazendo gestos obscenos com as mãos e ameaçando judicialmente quem me xingasse. Mas quietinha eu não ia ficar. Ou, se estivesse de TPM, ia chorar, dar um escândalo e porrada em todo mundo. Não aconteceria comigo, mas se rolasse, além de puta, me xingariam de maluca, mal educada e violenta.

A cobrança da sociedade para a gente entrar nos padrões deixa as pessoas completamente sem noção. Ela queria se sentir linda e gostosa. Foi o jeito dela. Coitada. Se ela fosse puta de verdade, garota de programa, DUVIDO que os moleques a xingassem. Aí eles a idolatrariam. Bando de hipócritas. Pra mim foi um Bullyng tardio; ela já devia ser perseguida.

Eu mesma já fui chamada de vulgar por algumas pessoas (tipo: tá tchutchuuuuca, heim) e não estou nem aí. Fui obesa durante anos e ralei para chegar nesse corpo que é digno de vestir as roupas que o calor e cultura de nosso país permitem, embora não seja nada demais. Além de tudo, estou chegando aos 30. Então, tenho mais é que aproveitar enquanto não pega tão mal usar certos modelitos. Não uso roupas tão curtas, mas estou longe de ser recatada.

As vestimentas podem mostrar muito sobre as pessoas, seus gostos e estilos de vida. Mas o caráter não tem aparência.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Primeira promoção do blog

Como sou uma pessoa muito ansiosa, escrevo rápido e quero publicar logo, eu não consigo revisar bem os posts. Se encontrarem palavras repetidas ou erros de português, avisem nos comentários que ganharão brindes do Ateliê do Detalhe (pingentes).
Obs 1: tem que ser nos comentários do blog, com delicadeza.
Obs 2: tem que buscar na ZS do RJ.
Obs 3: se eu errar muito, posso encerrar a promoção a qualquer momento.

Fraudando Freud

Não lembro mais se só nós, solteiros, temos esse problema de carência que nos acomete subitamente de vez em quando. Uma sensação de ‘ninguém me ama, ninguém me quer’, que vem das profundezas da emoção. Onde não há um pingo de razão (porque tem algumas pessoas te querendo que você não dá bola). Alguns ligam para amigos, outros desabafam com seus analistas e sempre algum espertinho vem com a impressionante descoberta: - “ Você está com baixa auto-estima”

Entramos no meu ponto. Baixa Auto-estima é o ‘baralho’. Eu me amo. Não tenho a menor dúvida disso. Cansei dessa tese furada. O problema é os outros não darem o devido valor a toda essa maravilha! Ou seja, não é um problema de auto-estima; é de co-estima! Não aguento mais ser acusada de falta de amor próprio enquanto o meu problema não está nem um pouco aí. O que me incomoda é justamente quando não gostam de mim. Ora. Quanta petulância! Eu sou super legal!

Falando de relacionamento, eu sei que para duas pessoas darem certo não basta uma ou a outra ser o máximo. Um anjinho tem que estalar os dedos. Tem que estarem no momento ideal os dois. Tá. Tudo bem. Eu entendo isso. Mas passo por fases de baixa co-estima, mesmo sabendo de tudo isso. Porquê é tão complicado aceitar que as pessoas não gostem ou deixem de gostar da gente?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A pedidos

Em minha mocidade, numa viagem de férias de verão, estava com minhas amigas numa casa em um paraíso tropical. Lá aconteceu mais um caso curioso. Esse não me incomodou, mas apavorou minhas amigas e constrangeu tanto o autor, um querido, que nem vou incorporar esse aos ‘casos ridículos’.

Eu, sempre dançarina, encontrei o par perfeito para essa trip. Vou chamá-lo de sonâmbulo, e vocês logo vão saber o porquê. Sonâmbulo era um cara muito legal e dançava super bem. Ficamos de casalzinho na viagem e ele logo se agregou a nossa turma. Bacana. Um belo dia ele foi dormir na nossa casa. As meninas no mezanino e nós dois no andar de baixo (não era quarto). Ele já tinha me comunicado sobre esse 'probleminha' de sono, e eu achei que ele acordava, falava umas coisas, então nem dei muita bola... Já tinha dormido na barraca dele e nada de estranho aconteceu. Muita diversão durante o dia, de noite fomos todos dormir. Boa noite, pessoal! ZZZZZZZZZZZZZZZ!

No meio da noite, do nada, o cara acorda pulando e gritando:
- Quem é você, porra? Quem são elas?

E eu: - Calma, fulano. Sou eu. O que houve?

Com o barulho todo mundo acordou e levantou. Ele não me reconhecia!!! Estava quase me dando porrada, me empurrou no chão e minhas amigas desesperadas lá em cima, preocupadas comigo, porque só escutavam os berros. Eu não sei como estava calma, apesar dele me tratar como uma bandida armada, o monstro do Lago Ness ou como se fóssemos sequestradoras (não é exagero).

Foram uns 10 minutos de pânico total até ele acordar de verdade. Nunca tinha visto uma bizarrice dessas. Ele ficou muito envergonhado, minhas amigas muito assustadas e meio traumatizadas também. Mas eu não; mesmo novinha, levei numa boa. Não sabia que sonambulismo era assim. Foi interessante conhecer, já que ninguém se machucou.

Mas, sonambulinhos, expliquem direito o que pode acontecer, tá? Mandar só essa de 'sou sonâmbulo' é muito pouco para os leigos.

Apesar da jovialidade, não nasci ontem

Hoje vamos falar de mais um caso desastroso. Vou chamá-lo de pretendente porque no fundo é o que ele foi por um tempinho. Esse não durou nem dois meses. Eu, a vítima, mulher engrupida por um homem confuso. Não dei bola de primeira, mas ele pareceu a pessoa mais bem humorada do mundo. Mais tarde dizia que tinha acabado de terminar um namoro e estava em uma situação super bem resolvida. A ex voltou para o ex-marido de 10 anos. Ok. Vou Fingir que acredito que está cem por cento resolvido.

Ligava diariamente, sempre de bom humor. Nas minhas viagens de trabalho, durante o dia, tarde e noite. Muito fofo. Mas de repente veio com um papinho de somos amigos coloridos, tenho falado com minha ex; tentando desabafar sobre ela, vejam só. E eu logo adiantei: - Amigo é o cacete! Já tenho muitos amigos. Vai conversar com seus amigos que você já tem.

Continuamos saindo por mais um tempo... Um dia recebo uma mensagem de texto no trabalho tipo 17:30 h, quando tínhamos combinado um show: – Não vou poder sair. Vou jantar com a minha mãe. – Minha resposta: - Apesar da minha jovialidade, não nasci ontem. – Gente! E eu caio nessa? Fora as duas vezes que ele fugiu de mim para atender essa ex no telefone. Socorro. Sendo que uma dessas vezes o chamei de 'pela', e ele ficou ofendidíssimo. Coitadinho! Ele sai correndo da minha casa para atender a ex e não segura a onda de ser chamado de 'pela'. Tudo uma merda.

Aí teve outro dia fofo: ele me deu uma escova de dentes muito legal na casa dele, com masssageador de bochecha, sabe? Eu adorei. Não entendi se era para ficar lá. Já estava puta mesmo. Agradeci, coloquei na bolsa e levei para casa.

E no final das contas o 'Apesar da jovialidade' conseguiu o que queria: me contou várias coisas dele e da ex-namorada. Ficamos amigos mesmo. Mas P&B. Ele é muito figura.

domingo, 25 de outubro de 2009

Fácil ou difícil

Dizem por aí, em termos de relacionamento, que são mais interessantes as pessoas difíceis de conquistar. O tal do joguinho. Eu particularmente não pratico essa modalidade. Gosto de homens fáceis e pronto! Que facilite para mim, é claro. Não quem está atirando para todos os lados. Afinal, a vida já tem tantas complicações... E quando estou a fim, gostando, aí eu sou fácil pra essa pessoa mesmo e sabe o que isso significa? Que sou impossível para todos os outros, bobinhos. Não espere que eu faça tipo; se estou difícil é porque não estou interessada. Assim fica mais claro. Não é gostoso ser correspondido? Porquê ser difícil é legal? Quem gosta de ansiedade e dor de cabeça é fabricante de remédio.

Eu não entendo essa palhaçada, mas percebo que muitas pessoas são assim. Eu até que sou bastante flexível, mas nesse ponto eu não vou mudar. Quero fácil! E apesar de ótima atriz, não tenho paciência para ficar fazendo teatrinho com homem. Ligar, atender, não atender, enrolar, adiar, poder ou não sair, ser fácil ou difícil na conquista... Isso lá são quesitos que se prezem para dar qualidade a uma pessoa? Determinar um comportamento x para ser difícil porque o homem tem instinto caçador ???

É tão caçador que compra carne no supermercado e puta em copacabana.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Wasting Time

Depois dos 20 anos (já estou quase nos 30), já assisti a 4 novelas: Laços de família, Mulheres Apaixonadas, A Favorita (só o final) e Caminho das Índias (a mais recente, por causa das hérnias que me fizeram ficar de molho em casa).
Mesmo depois que pude voltar a me exercitar não consegui mais largar a novela de Gloria Perez. Are Baba! Acabei comprometendo bastante as outras atividades da vida entre as 21 e 22 h aproximadamente, até o fim da novela (depois eu descobri que tinha no youtube no dia seguinte).
Adorava as músicas, as danças, as cenas na Índia, as roupas, os personagens. Não me importava que só mostrasse o melhor do país; não queria mesmo ver tristeza todo dia. Depois até vi ‘Quem quer ser um milionário' e tive a oportunidade de ler um tanto sobre a Índia. Curiosidade causada, talvez, pela novela.
Durante este período novelístico fui discriminada, zuada, sofri preconceito:

- Óoo! Como você vê novela? Não tem nada melhor para fazer?

Como se jogar videogame, ir no salão, ver filminho pseudo-cult ou futebol fosse muito mais enriquecedor. Na minha, como sempre, humilde opinião cada um escolhe a sua maneira de perder tempo. Sim, porque time is money. Não é para parecer pejorativo. Mas é tudo simples entretenimento. Tive que ouvir muito por causa da minha novelinha e acabei tendo que criar argumentos para defendê-la. Ainda bem que tinham umas cinco pessoas do meu lado que também amavam. Shuckria! Quando terminou eu fiquei feliz. Pensei:

- Ufa! Recuperei o período das 21 horas!

Mas agora que só chove, sinto falta.

Caminho das Índias II, já!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Arrumada X Largada

O meu namoro que durou mais tempo (oficialmente 3 anos) foi com um rapaz lindo e maravilhoso que me conheceu no calçadão de havainas, short de ursinhos, e um casaco de linho furado. Eu estava caminhando com o Fred, cachorro do meu amigo Zé, que ninguém levava para passear. Nunca acreditei que pudesse encontrar o homem da minha vida da época naquele estado. Mas foi assim e já faz tempo.

Na esquina da minha rua tem um laboratório (estabelecimento fictício) em que trabalhava um médico (profissão fictícia) com quem rolava um leve flerte. Isso, anos depois, solteiríssima, claro. Mas eu só o encontrava passeando com o cachorro aqui de casa, indo comprar cigarro, indo na loja de ferramentas, supermercado, locadora, futevôlei. Ou seja, em situações em que eu estava sempre ‘larguera’. Acabou que um dia ele veio com esse famoso papinho ‘te conheço de algum lugar’ e afinal viemos a nos conhecer de verdade. Vou chamá-lo de Brad.

Brad é um cara tipo charmosão, mas muito ocupado, e acabou que combinamos de encontrar algumas vezes. Ele ligava do nada e o encontrava daquele jeito: largada. Ate que um dia Brad me ligou para nos encontrarmos, e como dessa vez eu tinha um tempo, tentei me arrumar melhorzinha. Coloquei uma bela calça, scarpin de onça, maquiagem, perfume... Brad ficou decepcionadíssimo. Achou que eu estava igual a todas. Desculpa, Brad. Tentei te impressionar e me ferrei, né?

Tanquinho X Máquina de Lavar

Eu e minhas conversas nas noitadas que me deixam completamente rouca e ainda fico gastando minha sabedoria e filosofia. Enfim, papo vem, papo vai:

- Trabalho com blá blá blá, malho... Pô, gata. Olha aqui o tanquinho!
- Que mané tanquinho!? Pra quê? Eu tenho máquina de lavar!

Bem esse papinho da night foi só para entrar num tema muito delicado que foi discutido há uns meses na mídia. Um artigo do L’Osservatore Romano, um jornal do Vaticano, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, dizia que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional. Alguns não gostaram, de repente até por ser uma publicação da igreja. Agora que tenho meu espaço vou dar minha humilde opinião. Eu concordo. Até porque o artigo diz ‘talvez’. Vamos refletir.

Lavar roupa (na mão) é a pior atividade doméstica e quase sempre sobra para a mulher, se tem alguma na casa. Na casa de quem é o macho que lava as roupas? Parece que só mesmo onde não tem mulher. A pílula anticoncepcional quem toma é a mulher. E 21 dias por mês no mesmo horário: um saco (agora tem umas novas, mas estamos falando de século XX)! Que liberação é essa? Se tem um monte doenças por aí e a mulher que ‘libera’ para qualquer um sofre depois de culpa e uma fama horrorosa. Claro que uma gravidez indesejada vai prender muito mais a pessoa do que lavar roupas. Mas é que eu sou da geração da camisinha, que o homem que faz um esforço danado para se manter firme e forte como se aquilo não estivesse ali (relatos masculinos, eu achava que era fácil). Nem ler o tal artigo eu li, só mesmo a repercussão nos jornais. O que eu sei é que tem gente quem nem gosta tanto de sexo, mas pelado ninguém pode andar, certo?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sobre Roupa Nova

Não é sobre a banda. É sobre a calça jeans que eu estava procurando. Estou dura, e mesmo assim comprei. Embora materialista, não sou (muito) consumista. Mas já estava procurando uma calça jeans há tempos e sempre ia olhando até achar a que eu gostasse mesmo. Foi a primeira de 2009 e carérrima. Tomara que não me arrependa. Mas adorei e agora me ferrei. Porque quero ficar saindo por causa dessa calça. A mesma falta de vontade que a gente tem de sair quando não tem roupa eu tenho de sair por causa dessa bendita calça! Aí vou emboprecendo mais ainda. Observei que isso já tinha acontecido; quando tenho uma roupa nova que gosto muito fico querendo sair mais para usar. Talvez seja porque eu compro pouca roupa e fico assim meio deslumbrada. Ou toda mulher é assim?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pontualidade

Definitivamente esse não é meu forte. E como sei bem disso, poupo toda minha pontualidade para trabalho. Nunca perdi um voo, ônibus, ou show especial por causa disso; nesses casos sempre chego com antecedência. Mas sou incapaz de chegar na hora marcada em festas, encontros e aulas, a não ser que por acaso. Acho que sempre dá para resolver mais uma coisinha, arrumar mais a casa, a mim mesma, dar telefonemas etc e acabo me atrasando. Ou a lei de murphy me impede de chegar na hora certa. Também acho que isso tem a ver com os hábitos cariocas de não levarem nada muito à sério. Talvez seja mais uma forma de tentar não perder tempo por já ter tomado muito chá de cadeira pela vida afora.

Não acho que estou certa, e muito pelo contrário, aproveito para me desculpar publicamente aos que já me esperaram injustamente. Tenho esse problema crônico. Mas na maioria das vezes que me atraso só prejudico a mim mesma. São situações em que as pessoas não dependem de mim para começar nada. Não sei o que é pior: ser atrasilda ou ser uma chatonilda de plantão, que a cada ocasião sem importância fala: - Nossa! Chegou tarde, né?

domingo, 11 de outubro de 2009

Perspectiva TPM

Eu não sou uma pessoa blasé, nem pedante, nem metida; nada disso. Mas tenho uma imagem à zelar (está certa essa crase?). Desenvolvi uma certa sagacidade para me proteger dos cariocas (veja bem, eu sou carioca, mas sou uma carioca diferente: com sangue bahiano e educação quase britânica).

O meu jeito com as pessoas é amigável e dócil cerca de três semanas por mês. Sou uma pessoa do bem que, às vezes, fala umas coisas meio absurdas de brincadeira. Tipo para uma amiga na noitada: - Ela pisou no seu pé e te machucou? Quer que eu a queime discretamente com o cigarro? – Eu não faço. Só falo brincando, ok? Aqui vou falar de um jeito mais ácido, mais irônico. Se eu falar sobre tudo que eu acho legal e fofinho não vai ter a menor graça ou vai parecer que eu sou meio idiota.

Nesse canal, eu quero botar lenha na fogueira. Quero escrever livremente, mesmo que sendo muito crítica. Embora eu seja assim aqui, continuo com a mesma essência. Para os (as) que estão com medinho (hahaha) não vou citar nomes e não pretendo de maneira alguma ofender, magoar ou expôr quem quer que seja ao ridículo, mesmo que um desconhecido. A proposta aqui, como eu já disse, é tranformar o drama em comédia. E nem diria ‘tragédia em comédia’ porque a palavra ‘tragédia’ por si só já é muito pesada.

Vou tomar cuidado para não falar demais, nem ser vulgar, mas aqui também não é lugar de censura. Eu evito falar palavrões, mas eu falo porque sou muito espontânea e divertida. Acho que em certos momentos palavrões são insubstitutíveis.

Principalmente no esporte. Impossível não falar. Eu tento propôr atividades assim nos treinos do fut. Não pode falar palavrão. Mas pode: Ora bolas! Caracoles! Porcaria! Sabe quando você erra aquela bola fácil? Tenta não falar palavrão. Ou quando você chuta a bola para o meio dos carros na avenida, vai dizer o quê? Putz grila? Puxa vida?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Odisséia

O forró era famoso por ter muita mulher (vide as letras das músicas), mas o jogo virou, e hoje em dia, sempre tenho a sorte de ser tirada para dançar por vários homens. Ninguém gosta de ficar enconstada no forró. Isso só é tranquilo se o show for muito bom, que daí você fica assistindo e nem liga. Tá. A verdade é que ontem eu saí de novo, e muito por culpa da minha calça nova e porque sair fim de semana é coisa de amador (teoria do meu ex-padrasto). Hoje vou ficar quieta e amanhã, sábado, tenho um aniversário perto de casa.

Antigamente era uma incógnita; você nunca sabia quem dançava bem. Hoje existem mil escolas de dança, academias e todo mundo dança direitinho. No Teatro Odisséia, particularmente, tem muito mais homem que mulher: é uma maravilha. E desde que a cerveja entrou na minha vida com uma certa frequência em doses superiores a duas latas, eu fico muito mais serelepe, menos metida e não fico querendo ir embora às 2 h. Então aceito dançar com os desconhecidos e minhas noitadas tem sido bem mais divertidas.

Eu danço ‘profissionalmente’ (com esforço, capricho e sem maldade). Claro que o fato de estar abraçada com um homem pode fazer rolar alguma coisa, tem o lance do cheiro, o corpo a corpo etc. Mas, de maneira geral, eu danço por dançar e compenetrada nos passos. Por isso que eu fecho os olhos. E também para não ficar tonta. Porque no forró eu sou super rodada; me rodam pra lá pra cá... sabem esses passinhos (dã). E quando a gente está lá de olhinhos cerrados, de fora pode parecer que está rolando o maior clima e na verdade o que acontece é uma puta concentração.

Ontem foi ótimo, dancei horrores e encontrei pessoas queridas. Lembrei de quando pulamos a cerca do forró da Ilha no Sana há mil anos no Reveillon, do começo da banda no Malagueta... Mas o Raiz do Sana vacilou um pouco porque cortava as músicas pela metade. Aí você começava a dançar e a música acabava rapidéssimo. De resto, tudo beleza.

Dançar forró é uma delícia que só os forrozeiros sabem. Sempre que eu ficava mal quando um namoro ia terminar pensava que pelo menos eu ia poder dançar forró à vontade quando terminasse. É uma sensação inigualável. Não tem nada que substitua. E apesar de mega-forrozeira há mais de 10 anos, eu nunca namorei um forrozeiro, todos os meu ex não sabiam dançar e não aceitavam que eu dançasse com homens (entendo perfeitamente). Acho eu só aguentaria namorar um forrozeiro se ele topasse monopolio no forró. Emprestaria só para as amigas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A noite de ontem

Fui linda e maquiada a primeira a chegar na porta do Canecão, esperei minha amiga e nada de nossos nomes na lista. O carioca é um bicho marrento e sem educação mesmo; as pessoas que atendiam a lista eram meio nojentas e ficaram dando risada quando viram que eu não conseguia ligar para quem teria oferecido nossos convites. Dane-se que o meu nome não está ali; se é o trabalho do cara, ele só tem que saber ler nomes, destacar papel e ser simpático, porra! E eu lá gastando minha imagem...
O meu mau humor se instalou; perdi meu futevôlei, fui de taxi e a primeira a chegar lá. Mais indignada fiquei quando dois sujeitos, sendo que um de chinelo e boné, conseguiram seus ingressos. Nesse momento uma cólica absurda acometia meu baixo-ventre. Assim começou minha noite.

Chegou meu amigo dos convites, que estava em pé de guerra comigo. Ele estava com uma outra amiga que não mora no Rio e neste momento resolvi tomar uma cerveja para aliviar a cólica e melhorar o humor. Pronto! Meia lata e eu já estava alegre e a melhor amiga dos sujeitos que conseguiram seus ingressos rapidamente. Eles eram bacanas e amigos dos meus conhecidos. Os nossos ingressos acabaram aparecendo também, tudo foi melhorando e acabou que o show da Mariana Aydar foi bem bacana. Emocionante foi que a Leci Brandão disse que nunca tinha cantado no Canecão e foi fazer essa participação. Ela falou isso quase chorando.
Fazer show no Canecão é caro pacas!

Depois, ficamos mais um tempão na porta e fomos para o Democráticos (como eu desconfiava) e eu tinha saido de casa com R$ 22. Eu bem que tentei ir no Rio Sul tirar mais dinheiro antes do show começar, mas fui impedida. Nessa altura só tinha R$10, mas mesmo assim fui convencida. Estou endividada até com pessoas que não conheço e fiquei com fome a noite inteira. Minha amiga e um amigo que fiz lá me emprestaram dinheiro e combinamos de voltar juntos e rachar o taxi. Passei a noite contando reais para poder guardar a bolsa e tomar duas cervejas e uma coca-cola normal para matar a fome a sede juntas (rsrsrs). O Democráticos é muquirana: não aceita cartão, não tem ar condicionado e o equipamento de som ainda é ruim (caixas ou acústica, sei lá qual parte, não tenho conhecimentos técnicos, mas meu ouvido não é penico). Pois bem, mesmo assim lá estava eu e dançando horrores. Conclusão: foi ótimo, consegui voltar de taxi, cansada e feliz!

Cara de que deu

No íntimo, em nossas férteis imaginações, passam muitas coisas esquisitas. Se é assim comigo, é assim com você também. E a maior parte das bizarrices vem à cabeça naqueles momentos em que você justamente não está concentrado em nada: no ônibus, andando na rua, esperando uma consulta, etc. Numa dessas minhas andanças pela rua, sem nenhum pensamento fixo, uma dessas esquisitices surgiu e comecei a olhar para as pessoas passando.

Talvez pela minha fase péssima (lisa) de 2009, ou talvez por algum acontecimento ilustre naquela semana, o fato é que comecei a matutar: quais dessas pessoas teriam feito amor na noite anterior ou pela manhã. Impossível saber; não tem um traço que mostre isso. Será que aquela senhora? Fui andando e olhando: essa não, esse está com cara que sim, essa parece que todo dia...

Aí lembrei que uma conhecida minha, creio eu, experiente no assunto, certa vez olhou para mim e disse - Você deu, está com cara de que deu! - E me defendi - Eu não! Tá doida. - Era mentira, tinha rolado mesmo. Mas achei muita ousadia ela descobrir assim só pelo meu semblante. Então, fui olhar no espelho para tentar achar os traços que me desmascararam. Nada! Como ela consegue?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Primeira Vez que escrevo aqui

Sempre tive vontade de escrever, mas faltava iniciativa. Hoje, finalmente, resolvi criar esse blog para me disciplinar. Sempre que eu tentava começar um, chegava na hora de escolher o nome e eu desistia. Ou porque já existia ou porque não achava suficientemente bom. Isso já aconteceu umas três vezes. Ainda não estou satisfeita com esse nome. Espero que, se algum dia eu conseguir me soltar, alguém se divirta.

Vou contar um caso verídico, sobre um tema que infelizmente vai acabar se repetindo por aqui: Coisas Ridículas que os Homens Fazem. O objetivo é transformar o drama em comédia para ter algum lucro.

Tinha acabado de terminar um longo relacionamento, estava mal e conheci um cara com quem saí algumas vezes. Certo dia, voltei para casa depois de um encontro com só um brinco nas orelhas, e pensei que o outro tivesse caído na hora que nos despedimos no carro.

Depois, quando a gente se falou, eu pedi (e olha que fui bem específica): - Fulano, perdi um dos meus brincos, que adoro, no seu carro. É grande, prateado, redondo e com pedrinhas coloridas. Guarda para mim e me entrega depois. Beijo. Tchau.

No encontro seguinte o cara me chega com as mãos cheias de bijuterias, jóias: brincos dourados, pequenos, pulseiras, brinco de coração, strass (inclusive pares).

O idiota deve ter pegado no quarto da irmã dele para fingir que tava tudo perdido no carro. Que tal?