terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Novidades

Como o blog já está uma miscelânia mesmo, decidi tranformá-lo também num canal de utilidade pública. Como eu gosto um pouco de reclamar (hehe), vou relatar aqui algumas experiências com serviços para apreciação. Vou começar com o telemarketing do American Express.

Nunca tive cartão de crédito e nem quero ter. Sou uma capitalista esquisita e (tento ser) controlada. De uns dias para cá o AMEX começou a infernizar a minha vida com insistentes telefonemas diários, logo durante o precioso tempo em que precisava receber muitas chamadas de trabalho. Vou escrever mais ou menos como foram as ligações.

Telefonema 1 (dia 1):
- Por favor, a Senhora Gertrudes Pitt está?
- Sim , sou eu.
- Aqui é a Fulana da American Express, informamos que a ligação está sendo gravada. Gostaríamos de te empurrar o american express sem anuidade.
- Obrigada, senhorita, mas eu não tenho interesse.
- Qual o motivo, Sra Pitt? Você trabalha com outros cartões?
- Não. Não tenho interesse. Obrigada, srta.
- Mas porque você não usa cartões de crédito?
- Não tenho interesse. Obrigada.
- Mas, Sra Pitt, não tem anuidade.
- Não tenho interesse. Obrigada.
- A American Express agradece sua atenção. Boa tarde.

Telefonema 2 (na mesma tarde):
- Por favor, poderia falar com Sra Gertrudes Pitt?
- Sim , sou eu. Quem é?
- Aqui é a Fulano da American Express, informamos que a ligação está sendo gravada. Gostaríamos de te empurrar o american express sem anuidade.
- Olha, já me ligaram hoje e eu disse que não tenho interesse.
- Mas porque, Sra Pitt? Já trabalha com outros cartões?
- Eu já respondi todas as perguntas no outro telefonema e não tenho interesse. Tem como colocar no sistema isso?
- Sra Pitt. obrigado. Tenha uma boa tarde (já com certa grosseria).

Telefone 3 (na mesma tarde):
- Por favor, poderia falar com Sra Gertrudes Pitt?
- É da American Express?
- É, sim.
- Já me ligaram duas vezes e disse que não tenho interesse.
- Pá! tu... tu... tu... (a terceira atendente desligou na minha cara, pode?)

Neste momento eu queria quebrar o telefone. Aí, decidi entrar no site da AMEX para ver se tinha como eles pararem de me ligar. Porque fazem isso até vc fazer a porra do cartão. Não adianta dizer que não quer. Aliás nem sei como esses malas conseguiram meus dados, visto que não sou cliente do bradesco nem do Amex.

É mais ou menos assim: Faz essa merda ou vamos te ligar o dia inteiro, viu dona Gertrudes!!!

Não consegui ligar para a ouvidoria e liguei para um telefone de cliente qualquer,só que já estava mega estressada e como a mulher estava tentando me enrolar eu disse assim para ela:

- Olha, vocês não gravam a ligação? Então porque não colocam os funcionários do seu Call Center para escutarem a minha gravação dizendo 'não tenho interesse' quantas vezes forem necessárias para assimilarem.

Aí veio a primeira pseudo-solução. Um serviço chamado 'não perturbe'. Em que eu dava meus dados e eles diziam que paravam de ligar. Recebi um número de protocolo. Pensei: - Que satisfatório. Como fui esperta de ter ligado para esse 0800. Aí continuaram me ligando mais vários dias. De manhã, de tarde e de noite. Porcaria! Eu dava o 'não perturbe' e desligavam na minha cara.

Então liguei de novo para reclamações do AMEX/Bradesco e me mandaram um e-mail. Hoje uma mulher me ligou e achei que era do Call Center. Que medo. Desliguei duas vezes na cara dela sem querer querendo, sabe. Mas era a mulher de lá pedindo desculpas e dizendo que vão parar de me ligar. E dando um prazo de 6 a 8 semanas, para meus dados sairem completamente do sistema. Ai, ai!

De qualquer jeito, dou o feedback para vocês depois. De repente adianta antes desse prazo ridículo.

Atualizado dia 03/01/10: DEU CERTO! Não demorou aquele prazo. Nunca mais me ligaram mesmo! : )

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu e a vitrine

Eu evito entrar em butiques. Evito mesmo. Mas eu caminho muito e acabo vendo as vitrines sem querer quando olho o meu reflexo nos vidros das lojas.

Aconteceu recentente na MNG. Um mês de paquera. Eu e aquele vestido. Parecia que eu estava in love com a manequim de plástico. Cada dia que passava chegava mais perto. Nem o preço assustador me afastou. Mas R$ 215 por quê? O tecido parece tão vagaba. Mas o vestido continuava lindo.

Um belo dia, a vitrine mudou: cadê você, meu amor? Minha deusa tinha sumido! Foi substituida por outra com um vestidinho também muito bonito (R$ 260), tecido igualmente vagaba. Não resisti e entrei para procurar meu flerte de um mês. Mesmo que não fosse comprar eu precisava ver que ele ainda estava ali. O tubinho preto e branco.

Entrei naquela loja enorme encontrei logo de cara. Sem corpo, num cabide: ficava meio deformado daquele jeito. Peguei e o tecido era vagabundo mesmo. Li a etiqueta e a comprovação: polyester.

O momento da compra (para mulheres, pelo menos) tem uma coisa muito emocional mesmo. Ainda bem que resisti. Agora vou ver se entra em promoção para eu ter coragem de experimentar. Porque mesmo sendo vagabundo e caro, se eu gostar, ferrou. Vou ficar pensando nele.

Baratas

Todo mundo sabe que as baratas são seres asquerosos que só aparecem quando os humanos estão em minoria e/ou desvantagem (sono, fome, etc). Eu, como sou uma pessoa notívaga, infelizmente me deparo com esses bichos escrotos (salve titãs) que não tem nem 1/1000 do meu peso ou tamanho e possuem esse imenso poder de me amendrontar.

Abomino tanto a existência e tenho tanto nojo que nem a morte delas me consola. Porque eu tenho mais asco dela amassada desmilinguida do que inteirinha. Então, o ideal é matar com veneno para não sujar o chinelo. Claro que apareceram umas por aqui ultimamente para eu falar disso. E das grandes. Quase do tamanho de ratos. E sempre de madrugada. Já detetizei a casa esse ano e o prédio também insiste que está tudo em dia, mas as malditas voadoras continuam aparecendo sorrateiramente. Regras: dormir com a barata viva, jamais. Jogar na privada sempre, e dar a descarga bem dada, caso ela ressuscite.

Depois de uma desgastante noite de luta para matar a invasora, quilos de papel higiênico e litros de álcool desperdiçados, como eu não tenho com quem reclamar (tem uma amiga que liguei às 3h da manhã, mas o desabafo não foi suficiente), o que eu faço? Vou de manhã de pijama sentar no ‘divã’ da portaria pela enéssima vez para falar com o porteiro que me olha com uma cara de ‘não posso fazer nada, sua doida’. Ridícula, claro. E subo pensando em ligar para a Insetisan, pro Procon, pro Lula, pro Obama e pro caralho a quatro (isso é brincadeira, gente)...

Mas lembro que não tem jeito e tenho que aprender a lidar com isso; a gente pensa que domina o mundo, mas elas dominam. E só andar de noite pelas ruas. Tem muita barata com suas patinhas de esgoto andando por aí. Que saco!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Greve

Já tenho alguns posts no forno, mas estou de greve até o próximo comentário. Nem comprando os leitores com brindes eu consigo. Só posto depois do próximo comentário.

E para atualizar, umas futilidades sobre as quais já tinha escrito a respeito:

Caminho das Índias ganhou o Emmy e a 'Garota de Rosa Shock da Uniban' ficou super famosa.

Quem diria!

domingo, 22 de novembro de 2009

Papo Tabajara

Pode parecer que papos fúteis são só fúteis, mas eles são muito úteis. Às vezes, você se pega em uma ou outra situação em que não pode expôr nenhuma opinião, ou se posicionar a favor ou contra alguém ou algo, e nem consegue sequer responder uma pergunta de tão comprometedora que possa ser sua resposta (ô gentinha inconveniente).

É bom sempre ter assuntos Tabajara de interesse geral para se sair dessas. É importante que os papos fúteis abranjam temas diversos. Você pode precisar deles em 'sociais', com gente de todo naipe.

Com homens, por exemplo: se não sabe nada sobre futebol e carros, pelo menos aprenda sobre cerveja, vinho ou computador. É provável que eles apreciem alguma dessas coisas (além de mulher).

Idosos: sobre tudo que não seja muito moderninho (esses sabem muito), doenças e tratamentos. Mulher é mole: interessam-se facilmente por qualquer bobagem; estética, compras, etc.

Para entreter crianças, ou distraí-las nos momentos de questionamentos constrangedores (se for pai ou mãe, enfrente): é bom conhecer uns desenhos da moda atuais e seus personagens, perguntar sobre a escola...

Pode parecer sacanagem, mas é melhor apelar para um papo fútil do que falar mal de alguém, ser anti-ético, ou soltar uma baboseira daquelas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Novalgina

Trimmmmmmm:

- Olá! Tudo bem? O que tem feito? Blá blá blá. Vamos nos ver!
- Ah, Fulano. Não quero mais sair com você não, que você me dá muita dor de cabeça.
- Não seja por isso. Então, vem aqui tomar 'navalgina'.
- Ha - ha - ha.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Amigo

Ensina-me e disciplina meu pensamento
Às vezes, não tão terno
Mas sempre verdadeiro
Me transtorna por inteiro
Logo depois desaparece
Não merece o desespero
Pois, faceiro, sempre volta
E, sem mistério, elucida
E conclui
Me explica
E me traduz

(março 2009)

domingo, 15 de novembro de 2009

Etiqueta e segurança no ar

Voar já foi para poucos. O avião era um meio de transporte chique há anos e anos atrás. Hoje em dia as passagens aereas são muitas vezes mais baratas do que as dos ônibus interestaduais. Não quero falar de classes sociais e esse tipo de coisa, mas sim de educação e acho que isso independe das condições financeiras da pessoa.

As voos econômicos são em aeronaves muito apertadas e o espaço entre as poltronas é bem menor do que nos ônibus de linha urbanos, então tem que levantar para o outro passar e pronto. E tem regras de segurança que tem que ser respeitadas.

Hoje, por exemplo, meu voo não podia pousar porque algum babaquinha estava com o celular ligado. E por acaso o babaquinha estava do meu lado com dois celulares ligados. Além do retardado de uns quase 40 anos passar a viagem inteira brincando com os dois aparelhos, inclusive com joguinhos barulhentos (falta de tato total), ele ainda fez a gente dar uma volta no ar porque não respeitou uma regra básica de segurança.

E o pior é que isso sempre acontece. Existem mil avisos de todo tipo (sonoros, escritos, simbólicos) falando da proibição do uso de celulares e as pessoas ficam lá se achando malandras porque estão mandando uma mensagenzinha, etc

Estava sentada no meio desse idiota e de um simpático senhor com quem já tinha trocado meia duzia de palavras porque o voo atrasou um pouco e tal. Ele provavelmente tentaria conversar mais comigo se eu não tivesse colocado meus óculos escuros e dormido, simulando atenta vigília, o tempo quase inteiro. Então, ele leu um livro. Sentiu a situação? Um lendo, um dormindo e o terceiro brincando de joguinhos barulhentos.

Crianças chorando, gritando: ok, entendo. Tosses, espirros: dá um medinho, mas ok.Uma pessoa grande ocupando parte do meu espaço: desconfortável, mas ok. Peidos fedidos: acho um absurdo, mas ok, talvez seja inevitável.

Um cara de und 40 anos fazendo um puta barulho eu não me conformo. E já aconteceu de colocarem música alta de rave no notebook em outro voo... e a aeromoça disse que não podia fazer nada porque no ar notebook é permitido. Gente, cadê a educação, consideração, bom senso, modos? Até no busão não pode ouvir música alta.

Não estou revoltada porque estava com sono, até porque consegui dormir tranquilamente com o barulhinho do imbecil. O que me incomodou foi que não pudemos pousar normalmente por causa disso. Olha o perigo! Imagina o piloto como deve ficar puto com uma coisa dessas...

No caso de hoje, depois que o comandante/piloto avisou que não poderíamos pousar naquelas condições, eu fiz questão de falar mal na cara dele pro simpático senhor que estava do meu outro lado, disfarçando, como se não tivesse percebido que era ele o causador do problema.

- Que estupidez, né? Isso é um perigo! Quem deixa o celular ligado é muito sem noção mesmo...

- Pois é. Um perigo mesmo. Atrapalha a comunicação. E ainda vai atrasar mais a chegada...

Então, o transgressor desligou seus brinquedinhos, demos uma volta no ar e pousamos levemente com 40 minutos de atraso numa viagem de que deveria levar uma hora de meia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Beleza

Vamos a mais um tema recorrente e fútil do blog. Eu adoro beleza, e acho que todos são assim. As pessoas gostam de admirar coisas, paisagens, gente bonita, mesmo que as próprias sejam feias e não sejam preconceituosas. Gostar do belo é perfeitamente normal (não daquele cantor de pagode; isso é imperdoável).

Mas para as pessoas se manterem com a aparência boa (salvo raras exceções), elas precisam investir nisso. Demanda tempo, dinheiro, esforço e muitas vezes dor. Sim, dor! Como já falei queria ser mais vaidosa e não consigo. Também não entendo certos rituais porque simplesmente não tenho o hábito e nunca tive, ou não preciso tanto fazer (ou não tenho dinheiro).

Bem, eu acho que a beleza é inversamente proporcional ao conforto. Pronto, falei. Acho isso há muito tempo e amo essa frase. Por exemplo, acho lindo saltão, mas convenhamos, incomoda. E como eu adoro conforto, facilidades, temperaturas amenas e não tenho o menor problema em assumir isso (mesmo sabendo o sabor das conquistas árduas), eu venho aqui fazer uma manifestação a favor do conforto. Não é hedonismo, é que eu detesto sentir dor e desconforto.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Abordagens

Esse post vai aumentando aos poucos. Mesmo que esteja sem criatividade ou desmemoriada, não vou privá-los dessas eficientes armas de conquista que lembrei por enquanto.

In english:
- What’s your name?
- My name is Linda.
- Nem precisa Elogiar, né?
- É.
- Brasileira?
- É.
- Hahaha. Metida. Tchau.


Dançando na pista:
- Nossa! Eu estava te olhando de lá e senti uma energia entre a gente... é você... uma coisa cósmica, sabe... que me trouxe aqui. Gata, qual seu nome?
- Oi, Fulano, eu lembro seu nome. Você já me paquerou na praia, no ônibus e ...
- Na linha XXX
- Não, não. Na XYZ.
- (...)


Muito bêbado:
- Oiiiiieeee, vozzzê é azzimm munita, zabe? Pozzo ji conhecer? Qual zeu nome?
- Não!


TPM ou Muito Escrota:
- Oi. Eu estava ali te olhando e gostaria de te conhecer...
- Por acaso eu te olhei? Encarei? Dei mole?
- Não. Desculpa, eu...
- Por que está chegando em mim, então? Dá licença que está atrapalhando minha visão.

domingo, 8 de novembro de 2009

Não vale o verso

A fim de eternizar um pedaço de tempo
Escrevo sobre banalidades
Pessoas nada importantes
Fatos irrelevantes

Talvez por um lado interessante
Para inspirar mesmo que por um instante
O súbito e desnecessário
Torna-se concreto em linhas de pensamento

O ímpeto de registrar o insignificante
Que, quem sabe, menos valem
Que os versos que lhes atribuo
E a intensidade do meu invento

(abril de 2009)

Palavras

Palavras são tudo
São um mundo
Nomeiam matéria
Significam sentimentos

Muitas promessas
Em um vão momento

Traduzem sonhos
Despertam desejos
Causam anseio

Denominam o sofrimento
Meu e alheio

Vastas interpretações
Geradoras de desilusão
Registradas, proferidas
Carregadas de emoção

Ou não

Mas palavras são só palavras
Só palavras não são nada
E o silêncio, uma resposta

(março 2009)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O poder dos óculos escuros

São acessórios comuns, usados por pessoas de qualquer país, credo, idade ou estilo. Protegem a saúde dos olhos e tem uma função prática muito útil nos dias ensolarados: enxergar. Os óculos de sol podem custar de R$ 1,99 a R$ 3.000,00. Mas independente do seu formato, marca, fator de proteção, eles dão um certo poder de invisibilidade às pessoas.

Você é um sujeito normal, com todas suas inseguranças e timidez. Então, você coloca os óculos escuros e puf: você ficou demais, cara! Agora, independente da sua roupa, virou meio que um man in black. E só é reconhecido se quiser. No fundo, você se sente no direito de fingir que não vê as pessoas que não quer cumprimentar.

E, ao mesmo tempo, pode olhar para onde bem entende e encarar a vontade qualquer um sem ser reparado (é o que você pensa). Isso te dá uma coragem incrível. Todo mundo se paquera e olha as pessoas estranhas ou muito bonitas descaradamente. A sua cara que está ali, mas você se acha irreconhecível, que pode tudo e é super discreto.

Olheiras profundas, maquiagem manchada, uma cara horrorosa, chororô... É só colocar seus óculos de sol e sair (ou dormir) alegremente por aí. Até o final da tarde, pelo menos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dias vermelhos

Nada sobre comunismo, terrorismo, facções criminosas ou cheque-especial; o assunto é mulherzinha (e um drama da pior qualidade).

Vazio, choro em demasia, raiva, dor, inchaço. Como posso sangrar tanto e continuar viva. A menstruação é um castigo mensal por não termos engravidado.

Oh! Que injustiça. Nem todas teremos filhos. O mundo já está super populoso. Não faz sentido.

Essa merda deixa a gente em desvantagem em relação aos homens por causa desse desequilíbrio emocional (hormonal) que dá e ninguém entende. E ainda temos que usar essas fraldinhas desconfortáveis. Que angústia.

A procriação é linda. A mulher é o máximo. Simboliza a vida. Mas quando vejo tanto sangue lembro mais de uma guerra. Se o nosso corpo fosse tão inteligente, não desperdiçava esse sangue todo e mandava o resto do endométrio para as fezes ou absorvia, já que deve ter nutrientes.

Tantos precisando de sangue nessas campanhas e a gente jogando fora. Poderíamos doar. Quantas vidas seriam salvas.

domingo, 1 de novembro de 2009

Vaidade

Queria muito que uma fada pegasse sua varinha de condão e me desse mais vaidade. Já melhorei muito, mas continuo descabelada, sem o hábito de pegar o espelho na praia ou na rua. Nos jogos o protetor sai e minha pele fica toda manchada; esqueço de reaplicar. Hoje mesmo estou com um bigode/cavanhaque de sol horrível.

Maquiagem eu ainda faço mal, por isso só uso o básico. Não consigo ser uma mulher “montada”. Às vezes, não tiro o esmalte direito e fico semanas sem pintar a unha. Quando vejo essas mulheres com unhas gigantes, eu penso: como elas conseguem viver com essas garras. Deve ser limitante.

O impasse do cabelo até que é compreensível: ele não é liso nem enrolado. Ou eu não escovo e fica ondulado, meio selvagem, que eu adoro, mas recebo muitas críticas. Ou escovo muito, passo silicone e dou um nó para ele assentar (senão fica muito armado). Ainda não consigo me render ao secador ao fim de cada banho.

Dessa forma, vou vivendo barangamente, quando não estou trabalhando ou indo em grandes eventos. Na minha rede no fut, ninguém me dá mole (que eu perceba). Não sei se pela minha aparência 'pinto no lixo' minhas brincadeiras excessivas, ou porque corro igual a Phoebe, do seriado 'Friends'. Mas está ótimo, que todos são queridos, carinhosos, e quero mais é que eles armem e desarmem a rede para mim mesmo. E depois nenhum namorado fica com ciúmes.

Já quando saio a noite, talvez pelas festas alternativas que frequento, ou pela generosidade da segunda lei de mendel da genética, que me deu cabelos loiros inexistentes na família, eu quase sempre abalo (não fui adotada, minha irmã já me torturou na infância com isso; podem estudar , eu tinha 1/16 de chances de nascer assim).

Então, vou torcendo para a fada mandar para mim a vaidade que me falta... Para eu não ter que passar a noite de sábado em casa cheia de hipoglós na cara em volta da boca que nem uma palhaça, tentando eliminar meu bigode/cavanhaque de sol.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Saudações ao amor

Agora vocês vão entender porque não posso falar sobre as coisas que acho legais e fofinhas. Esse vai ser o primeiro post sensível. Daquelas novelas que eu falei, Caminho das Índias é a melhor, disparada. Fiquei meio bitolada, confesso. Além de ver a novela religiosamente a partir do momento que comecei, das 4356464 visualizações de “Kajra re” no Youtube (clipe de uma música da novela), 6464, fui eu. Juro que não imito mais a dança (não conta, amiga), só canto.

Depois foi a vez de “Sallam E Ishq”. Adooooro. É divertido, engraçado, diferente, sexy e romântico ao mesmo tempo (mas tem que ver prestando atenção para sentir tudo isso). Acho todos os cantores e cantoras lindos! Cada sorriso... E ficava imaginando o que eles estariam dizendo no clipe (detalhe: tem 7 minutos). É hipopotizante.

Então, como em “Kajra re” e “Sajna ve Sajna” (música linda), procurei a letra de “Salaam E ishq” e nesse caso, logo depois a tradução. Gente, chorei enquanto lia o que significava. Muito monga. Que música linda. E o clipe é completamente desproporcional (cultura totalmente diferente; e esse ainda é bem ocidentalizado). Minha irmã não entende como consigo escutar e assistir tantas vezes. O nome da música é “Saudações ao amor”, em português.

Se até aqui já está cafona, vocês não imaginam quando virem o clipe e a tradução.

http://www.youtube.com/watch?v=FnRI1cJbnOs



http://vagalume.uol.com.br/caminho-das-indias-novela/salam-e-ishq-traducao.html

Para quem não tiver paciência de ver inteiro, selecionei três partes: 3:07, 4:18, 5:25. Nessas partes eu ficava pensando muito: que diabos eles estão falando?

E para quem gostou:



Nesse, "Kajra re", tem milhares de mulheres, mas os homens só querem uma. Ela já chuta a cara de um, aos 00:15. Aos 2:14 eles voam em volta dela. É muito engraçado. O jovem de óculos aviator se humilha, mas ela quer o barangão grisalho mesmo. Reparem neles imitando Michael Jackson aos 4:30. Hahahahaha!

A Garota de Rosa Shock

Lembram desse filme? Não? Tudo bem. Não sobre ele mesmo. Alguns de vocês devem ter acompanhado nos jornais a história da estudante de 20 anos que foi hostilizada por usar vestido curto na UNIBAN (Faculdade de São Bernardo do Campo, SP). Ela teve que sair da faculdade escoltada por policiais sob xingamentos de “puta, puta”. Ridículo.

Na minha faculdade, católica por sinal, muitas meninas usavam uns shortinhos mais curtos que esse vestido e ninguém favala nada! Não defendo a roupa da garota; jamais iria a faculdade assim, mas não concordo com a atitude dos delinquentes que a humilharam. Assisti ao vídeo e ela foi embora quietinha.

Eu iria embora mandando todo mundo tomar no cú, fazendo gestos obscenos com as mãos e ameaçando judicialmente quem me xingasse. Mas quietinha eu não ia ficar. Ou, se estivesse de TPM, ia chorar, dar um escândalo e porrada em todo mundo. Não aconteceria comigo, mas se rolasse, além de puta, me xingariam de maluca, mal educada e violenta.

A cobrança da sociedade para a gente entrar nos padrões deixa as pessoas completamente sem noção. Ela queria se sentir linda e gostosa. Foi o jeito dela. Coitada. Se ela fosse puta de verdade, garota de programa, DUVIDO que os moleques a xingassem. Aí eles a idolatrariam. Bando de hipócritas. Pra mim foi um Bullyng tardio; ela já devia ser perseguida.

Eu mesma já fui chamada de vulgar por algumas pessoas (tipo: tá tchutchuuuuca, heim) e não estou nem aí. Fui obesa durante anos e ralei para chegar nesse corpo que é digno de vestir as roupas que o calor e cultura de nosso país permitem, embora não seja nada demais. Além de tudo, estou chegando aos 30. Então, tenho mais é que aproveitar enquanto não pega tão mal usar certos modelitos. Não uso roupas tão curtas, mas estou longe de ser recatada.

As vestimentas podem mostrar muito sobre as pessoas, seus gostos e estilos de vida. Mas o caráter não tem aparência.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Primeira promoção do blog

Como sou uma pessoa muito ansiosa, escrevo rápido e quero publicar logo, eu não consigo revisar bem os posts. Se encontrarem palavras repetidas ou erros de português, avisem nos comentários que ganharão brindes do Ateliê do Detalhe (pingentes).
Obs 1: tem que ser nos comentários do blog, com delicadeza.
Obs 2: tem que buscar na ZS do RJ.
Obs 3: se eu errar muito, posso encerrar a promoção a qualquer momento.

Fraudando Freud

Não lembro mais se só nós, solteiros, temos esse problema de carência que nos acomete subitamente de vez em quando. Uma sensação de ‘ninguém me ama, ninguém me quer’, que vem das profundezas da emoção. Onde não há um pingo de razão (porque tem algumas pessoas te querendo que você não dá bola). Alguns ligam para amigos, outros desabafam com seus analistas e sempre algum espertinho vem com a impressionante descoberta: - “ Você está com baixa auto-estima”

Entramos no meu ponto. Baixa Auto-estima é o ‘baralho’. Eu me amo. Não tenho a menor dúvida disso. Cansei dessa tese furada. O problema é os outros não darem o devido valor a toda essa maravilha! Ou seja, não é um problema de auto-estima; é de co-estima! Não aguento mais ser acusada de falta de amor próprio enquanto o meu problema não está nem um pouco aí. O que me incomoda é justamente quando não gostam de mim. Ora. Quanta petulância! Eu sou super legal!

Falando de relacionamento, eu sei que para duas pessoas darem certo não basta uma ou a outra ser o máximo. Um anjinho tem que estalar os dedos. Tem que estarem no momento ideal os dois. Tá. Tudo bem. Eu entendo isso. Mas passo por fases de baixa co-estima, mesmo sabendo de tudo isso. Porquê é tão complicado aceitar que as pessoas não gostem ou deixem de gostar da gente?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A pedidos

Em minha mocidade, numa viagem de férias de verão, estava com minhas amigas numa casa em um paraíso tropical. Lá aconteceu mais um caso curioso. Esse não me incomodou, mas apavorou minhas amigas e constrangeu tanto o autor, um querido, que nem vou incorporar esse aos ‘casos ridículos’.

Eu, sempre dançarina, encontrei o par perfeito para essa trip. Vou chamá-lo de sonâmbulo, e vocês logo vão saber o porquê. Sonâmbulo era um cara muito legal e dançava super bem. Ficamos de casalzinho na viagem e ele logo se agregou a nossa turma. Bacana. Um belo dia ele foi dormir na nossa casa. As meninas no mezanino e nós dois no andar de baixo (não era quarto). Ele já tinha me comunicado sobre esse 'probleminha' de sono, e eu achei que ele acordava, falava umas coisas, então nem dei muita bola... Já tinha dormido na barraca dele e nada de estranho aconteceu. Muita diversão durante o dia, de noite fomos todos dormir. Boa noite, pessoal! ZZZZZZZZZZZZZZZ!

No meio da noite, do nada, o cara acorda pulando e gritando:
- Quem é você, porra? Quem são elas?

E eu: - Calma, fulano. Sou eu. O que houve?

Com o barulho todo mundo acordou e levantou. Ele não me reconhecia!!! Estava quase me dando porrada, me empurrou no chão e minhas amigas desesperadas lá em cima, preocupadas comigo, porque só escutavam os berros. Eu não sei como estava calma, apesar dele me tratar como uma bandida armada, o monstro do Lago Ness ou como se fóssemos sequestradoras (não é exagero).

Foram uns 10 minutos de pânico total até ele acordar de verdade. Nunca tinha visto uma bizarrice dessas. Ele ficou muito envergonhado, minhas amigas muito assustadas e meio traumatizadas também. Mas eu não; mesmo novinha, levei numa boa. Não sabia que sonambulismo era assim. Foi interessante conhecer, já que ninguém se machucou.

Mas, sonambulinhos, expliquem direito o que pode acontecer, tá? Mandar só essa de 'sou sonâmbulo' é muito pouco para os leigos.

Apesar da jovialidade, não nasci ontem

Hoje vamos falar de mais um caso desastroso. Vou chamá-lo de pretendente porque no fundo é o que ele foi por um tempinho. Esse não durou nem dois meses. Eu, a vítima, mulher engrupida por um homem confuso. Não dei bola de primeira, mas ele pareceu a pessoa mais bem humorada do mundo. Mais tarde dizia que tinha acabado de terminar um namoro e estava em uma situação super bem resolvida. A ex voltou para o ex-marido de 10 anos. Ok. Vou Fingir que acredito que está cem por cento resolvido.

Ligava diariamente, sempre de bom humor. Nas minhas viagens de trabalho, durante o dia, tarde e noite. Muito fofo. Mas de repente veio com um papinho de somos amigos coloridos, tenho falado com minha ex; tentando desabafar sobre ela, vejam só. E eu logo adiantei: - Amigo é o cacete! Já tenho muitos amigos. Vai conversar com seus amigos que você já tem.

Continuamos saindo por mais um tempo... Um dia recebo uma mensagem de texto no trabalho tipo 17:30 h, quando tínhamos combinado um show: – Não vou poder sair. Vou jantar com a minha mãe. – Minha resposta: - Apesar da minha jovialidade, não nasci ontem. – Gente! E eu caio nessa? Fora as duas vezes que ele fugiu de mim para atender essa ex no telefone. Socorro. Sendo que uma dessas vezes o chamei de 'pela', e ele ficou ofendidíssimo. Coitadinho! Ele sai correndo da minha casa para atender a ex e não segura a onda de ser chamado de 'pela'. Tudo uma merda.

Aí teve outro dia fofo: ele me deu uma escova de dentes muito legal na casa dele, com masssageador de bochecha, sabe? Eu adorei. Não entendi se era para ficar lá. Já estava puta mesmo. Agradeci, coloquei na bolsa e levei para casa.

E no final das contas o 'Apesar da jovialidade' conseguiu o que queria: me contou várias coisas dele e da ex-namorada. Ficamos amigos mesmo. Mas P&B. Ele é muito figura.

domingo, 25 de outubro de 2009

Fácil ou difícil

Dizem por aí, em termos de relacionamento, que são mais interessantes as pessoas difíceis de conquistar. O tal do joguinho. Eu particularmente não pratico essa modalidade. Gosto de homens fáceis e pronto! Que facilite para mim, é claro. Não quem está atirando para todos os lados. Afinal, a vida já tem tantas complicações... E quando estou a fim, gostando, aí eu sou fácil pra essa pessoa mesmo e sabe o que isso significa? Que sou impossível para todos os outros, bobinhos. Não espere que eu faça tipo; se estou difícil é porque não estou interessada. Assim fica mais claro. Não é gostoso ser correspondido? Porquê ser difícil é legal? Quem gosta de ansiedade e dor de cabeça é fabricante de remédio.

Eu não entendo essa palhaçada, mas percebo que muitas pessoas são assim. Eu até que sou bastante flexível, mas nesse ponto eu não vou mudar. Quero fácil! E apesar de ótima atriz, não tenho paciência para ficar fazendo teatrinho com homem. Ligar, atender, não atender, enrolar, adiar, poder ou não sair, ser fácil ou difícil na conquista... Isso lá são quesitos que se prezem para dar qualidade a uma pessoa? Determinar um comportamento x para ser difícil porque o homem tem instinto caçador ???

É tão caçador que compra carne no supermercado e puta em copacabana.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Wasting Time

Depois dos 20 anos (já estou quase nos 30), já assisti a 4 novelas: Laços de família, Mulheres Apaixonadas, A Favorita (só o final) e Caminho das Índias (a mais recente, por causa das hérnias que me fizeram ficar de molho em casa).
Mesmo depois que pude voltar a me exercitar não consegui mais largar a novela de Gloria Perez. Are Baba! Acabei comprometendo bastante as outras atividades da vida entre as 21 e 22 h aproximadamente, até o fim da novela (depois eu descobri que tinha no youtube no dia seguinte).
Adorava as músicas, as danças, as cenas na Índia, as roupas, os personagens. Não me importava que só mostrasse o melhor do país; não queria mesmo ver tristeza todo dia. Depois até vi ‘Quem quer ser um milionário' e tive a oportunidade de ler um tanto sobre a Índia. Curiosidade causada, talvez, pela novela.
Durante este período novelístico fui discriminada, zuada, sofri preconceito:

- Óoo! Como você vê novela? Não tem nada melhor para fazer?

Como se jogar videogame, ir no salão, ver filminho pseudo-cult ou futebol fosse muito mais enriquecedor. Na minha, como sempre, humilde opinião cada um escolhe a sua maneira de perder tempo. Sim, porque time is money. Não é para parecer pejorativo. Mas é tudo simples entretenimento. Tive que ouvir muito por causa da minha novelinha e acabei tendo que criar argumentos para defendê-la. Ainda bem que tinham umas cinco pessoas do meu lado que também amavam. Shuckria! Quando terminou eu fiquei feliz. Pensei:

- Ufa! Recuperei o período das 21 horas!

Mas agora que só chove, sinto falta.

Caminho das Índias II, já!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Arrumada X Largada

O meu namoro que durou mais tempo (oficialmente 3 anos) foi com um rapaz lindo e maravilhoso que me conheceu no calçadão de havainas, short de ursinhos, e um casaco de linho furado. Eu estava caminhando com o Fred, cachorro do meu amigo Zé, que ninguém levava para passear. Nunca acreditei que pudesse encontrar o homem da minha vida da época naquele estado. Mas foi assim e já faz tempo.

Na esquina da minha rua tem um laboratório (estabelecimento fictício) em que trabalhava um médico (profissão fictícia) com quem rolava um leve flerte. Isso, anos depois, solteiríssima, claro. Mas eu só o encontrava passeando com o cachorro aqui de casa, indo comprar cigarro, indo na loja de ferramentas, supermercado, locadora, futevôlei. Ou seja, em situações em que eu estava sempre ‘larguera’. Acabou que um dia ele veio com esse famoso papinho ‘te conheço de algum lugar’ e afinal viemos a nos conhecer de verdade. Vou chamá-lo de Brad.

Brad é um cara tipo charmosão, mas muito ocupado, e acabou que combinamos de encontrar algumas vezes. Ele ligava do nada e o encontrava daquele jeito: largada. Ate que um dia Brad me ligou para nos encontrarmos, e como dessa vez eu tinha um tempo, tentei me arrumar melhorzinha. Coloquei uma bela calça, scarpin de onça, maquiagem, perfume... Brad ficou decepcionadíssimo. Achou que eu estava igual a todas. Desculpa, Brad. Tentei te impressionar e me ferrei, né?

Tanquinho X Máquina de Lavar

Eu e minhas conversas nas noitadas que me deixam completamente rouca e ainda fico gastando minha sabedoria e filosofia. Enfim, papo vem, papo vai:

- Trabalho com blá blá blá, malho... Pô, gata. Olha aqui o tanquinho!
- Que mané tanquinho!? Pra quê? Eu tenho máquina de lavar!

Bem esse papinho da night foi só para entrar num tema muito delicado que foi discutido há uns meses na mídia. Um artigo do L’Osservatore Romano, um jornal do Vaticano, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, dizia que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional. Alguns não gostaram, de repente até por ser uma publicação da igreja. Agora que tenho meu espaço vou dar minha humilde opinião. Eu concordo. Até porque o artigo diz ‘talvez’. Vamos refletir.

Lavar roupa (na mão) é a pior atividade doméstica e quase sempre sobra para a mulher, se tem alguma na casa. Na casa de quem é o macho que lava as roupas? Parece que só mesmo onde não tem mulher. A pílula anticoncepcional quem toma é a mulher. E 21 dias por mês no mesmo horário: um saco (agora tem umas novas, mas estamos falando de século XX)! Que liberação é essa? Se tem um monte doenças por aí e a mulher que ‘libera’ para qualquer um sofre depois de culpa e uma fama horrorosa. Claro que uma gravidez indesejada vai prender muito mais a pessoa do que lavar roupas. Mas é que eu sou da geração da camisinha, que o homem que faz um esforço danado para se manter firme e forte como se aquilo não estivesse ali (relatos masculinos, eu achava que era fácil). Nem ler o tal artigo eu li, só mesmo a repercussão nos jornais. O que eu sei é que tem gente quem nem gosta tanto de sexo, mas pelado ninguém pode andar, certo?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sobre Roupa Nova

Não é sobre a banda. É sobre a calça jeans que eu estava procurando. Estou dura, e mesmo assim comprei. Embora materialista, não sou (muito) consumista. Mas já estava procurando uma calça jeans há tempos e sempre ia olhando até achar a que eu gostasse mesmo. Foi a primeira de 2009 e carérrima. Tomara que não me arrependa. Mas adorei e agora me ferrei. Porque quero ficar saindo por causa dessa calça. A mesma falta de vontade que a gente tem de sair quando não tem roupa eu tenho de sair por causa dessa bendita calça! Aí vou emboprecendo mais ainda. Observei que isso já tinha acontecido; quando tenho uma roupa nova que gosto muito fico querendo sair mais para usar. Talvez seja porque eu compro pouca roupa e fico assim meio deslumbrada. Ou toda mulher é assim?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pontualidade

Definitivamente esse não é meu forte. E como sei bem disso, poupo toda minha pontualidade para trabalho. Nunca perdi um voo, ônibus, ou show especial por causa disso; nesses casos sempre chego com antecedência. Mas sou incapaz de chegar na hora marcada em festas, encontros e aulas, a não ser que por acaso. Acho que sempre dá para resolver mais uma coisinha, arrumar mais a casa, a mim mesma, dar telefonemas etc e acabo me atrasando. Ou a lei de murphy me impede de chegar na hora certa. Também acho que isso tem a ver com os hábitos cariocas de não levarem nada muito à sério. Talvez seja mais uma forma de tentar não perder tempo por já ter tomado muito chá de cadeira pela vida afora.

Não acho que estou certa, e muito pelo contrário, aproveito para me desculpar publicamente aos que já me esperaram injustamente. Tenho esse problema crônico. Mas na maioria das vezes que me atraso só prejudico a mim mesma. São situações em que as pessoas não dependem de mim para começar nada. Não sei o que é pior: ser atrasilda ou ser uma chatonilda de plantão, que a cada ocasião sem importância fala: - Nossa! Chegou tarde, né?

domingo, 11 de outubro de 2009

Perspectiva TPM

Eu não sou uma pessoa blasé, nem pedante, nem metida; nada disso. Mas tenho uma imagem à zelar (está certa essa crase?). Desenvolvi uma certa sagacidade para me proteger dos cariocas (veja bem, eu sou carioca, mas sou uma carioca diferente: com sangue bahiano e educação quase britânica).

O meu jeito com as pessoas é amigável e dócil cerca de três semanas por mês. Sou uma pessoa do bem que, às vezes, fala umas coisas meio absurdas de brincadeira. Tipo para uma amiga na noitada: - Ela pisou no seu pé e te machucou? Quer que eu a queime discretamente com o cigarro? – Eu não faço. Só falo brincando, ok? Aqui vou falar de um jeito mais ácido, mais irônico. Se eu falar sobre tudo que eu acho legal e fofinho não vai ter a menor graça ou vai parecer que eu sou meio idiota.

Nesse canal, eu quero botar lenha na fogueira. Quero escrever livremente, mesmo que sendo muito crítica. Embora eu seja assim aqui, continuo com a mesma essência. Para os (as) que estão com medinho (hahaha) não vou citar nomes e não pretendo de maneira alguma ofender, magoar ou expôr quem quer que seja ao ridículo, mesmo que um desconhecido. A proposta aqui, como eu já disse, é tranformar o drama em comédia. E nem diria ‘tragédia em comédia’ porque a palavra ‘tragédia’ por si só já é muito pesada.

Vou tomar cuidado para não falar demais, nem ser vulgar, mas aqui também não é lugar de censura. Eu evito falar palavrões, mas eu falo porque sou muito espontânea e divertida. Acho que em certos momentos palavrões são insubstitutíveis.

Principalmente no esporte. Impossível não falar. Eu tento propôr atividades assim nos treinos do fut. Não pode falar palavrão. Mas pode: Ora bolas! Caracoles! Porcaria! Sabe quando você erra aquela bola fácil? Tenta não falar palavrão. Ou quando você chuta a bola para o meio dos carros na avenida, vai dizer o quê? Putz grila? Puxa vida?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Odisséia

O forró era famoso por ter muita mulher (vide as letras das músicas), mas o jogo virou, e hoje em dia, sempre tenho a sorte de ser tirada para dançar por vários homens. Ninguém gosta de ficar enconstada no forró. Isso só é tranquilo se o show for muito bom, que daí você fica assistindo e nem liga. Tá. A verdade é que ontem eu saí de novo, e muito por culpa da minha calça nova e porque sair fim de semana é coisa de amador (teoria do meu ex-padrasto). Hoje vou ficar quieta e amanhã, sábado, tenho um aniversário perto de casa.

Antigamente era uma incógnita; você nunca sabia quem dançava bem. Hoje existem mil escolas de dança, academias e todo mundo dança direitinho. No Teatro Odisséia, particularmente, tem muito mais homem que mulher: é uma maravilha. E desde que a cerveja entrou na minha vida com uma certa frequência em doses superiores a duas latas, eu fico muito mais serelepe, menos metida e não fico querendo ir embora às 2 h. Então aceito dançar com os desconhecidos e minhas noitadas tem sido bem mais divertidas.

Eu danço ‘profissionalmente’ (com esforço, capricho e sem maldade). Claro que o fato de estar abraçada com um homem pode fazer rolar alguma coisa, tem o lance do cheiro, o corpo a corpo etc. Mas, de maneira geral, eu danço por dançar e compenetrada nos passos. Por isso que eu fecho os olhos. E também para não ficar tonta. Porque no forró eu sou super rodada; me rodam pra lá pra cá... sabem esses passinhos (dã). E quando a gente está lá de olhinhos cerrados, de fora pode parecer que está rolando o maior clima e na verdade o que acontece é uma puta concentração.

Ontem foi ótimo, dancei horrores e encontrei pessoas queridas. Lembrei de quando pulamos a cerca do forró da Ilha no Sana há mil anos no Reveillon, do começo da banda no Malagueta... Mas o Raiz do Sana vacilou um pouco porque cortava as músicas pela metade. Aí você começava a dançar e a música acabava rapidéssimo. De resto, tudo beleza.

Dançar forró é uma delícia que só os forrozeiros sabem. Sempre que eu ficava mal quando um namoro ia terminar pensava que pelo menos eu ia poder dançar forró à vontade quando terminasse. É uma sensação inigualável. Não tem nada que substitua. E apesar de mega-forrozeira há mais de 10 anos, eu nunca namorei um forrozeiro, todos os meu ex não sabiam dançar e não aceitavam que eu dançasse com homens (entendo perfeitamente). Acho eu só aguentaria namorar um forrozeiro se ele topasse monopolio no forró. Emprestaria só para as amigas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A noite de ontem

Fui linda e maquiada a primeira a chegar na porta do Canecão, esperei minha amiga e nada de nossos nomes na lista. O carioca é um bicho marrento e sem educação mesmo; as pessoas que atendiam a lista eram meio nojentas e ficaram dando risada quando viram que eu não conseguia ligar para quem teria oferecido nossos convites. Dane-se que o meu nome não está ali; se é o trabalho do cara, ele só tem que saber ler nomes, destacar papel e ser simpático, porra! E eu lá gastando minha imagem...
O meu mau humor se instalou; perdi meu futevôlei, fui de taxi e a primeira a chegar lá. Mais indignada fiquei quando dois sujeitos, sendo que um de chinelo e boné, conseguiram seus ingressos. Nesse momento uma cólica absurda acometia meu baixo-ventre. Assim começou minha noite.

Chegou meu amigo dos convites, que estava em pé de guerra comigo. Ele estava com uma outra amiga que não mora no Rio e neste momento resolvi tomar uma cerveja para aliviar a cólica e melhorar o humor. Pronto! Meia lata e eu já estava alegre e a melhor amiga dos sujeitos que conseguiram seus ingressos rapidamente. Eles eram bacanas e amigos dos meus conhecidos. Os nossos ingressos acabaram aparecendo também, tudo foi melhorando e acabou que o show da Mariana Aydar foi bem bacana. Emocionante foi que a Leci Brandão disse que nunca tinha cantado no Canecão e foi fazer essa participação. Ela falou isso quase chorando.
Fazer show no Canecão é caro pacas!

Depois, ficamos mais um tempão na porta e fomos para o Democráticos (como eu desconfiava) e eu tinha saido de casa com R$ 22. Eu bem que tentei ir no Rio Sul tirar mais dinheiro antes do show começar, mas fui impedida. Nessa altura só tinha R$10, mas mesmo assim fui convencida. Estou endividada até com pessoas que não conheço e fiquei com fome a noite inteira. Minha amiga e um amigo que fiz lá me emprestaram dinheiro e combinamos de voltar juntos e rachar o taxi. Passei a noite contando reais para poder guardar a bolsa e tomar duas cervejas e uma coca-cola normal para matar a fome a sede juntas (rsrsrs). O Democráticos é muquirana: não aceita cartão, não tem ar condicionado e o equipamento de som ainda é ruim (caixas ou acústica, sei lá qual parte, não tenho conhecimentos técnicos, mas meu ouvido não é penico). Pois bem, mesmo assim lá estava eu e dançando horrores. Conclusão: foi ótimo, consegui voltar de taxi, cansada e feliz!

Cara de que deu

No íntimo, em nossas férteis imaginações, passam muitas coisas esquisitas. Se é assim comigo, é assim com você também. E a maior parte das bizarrices vem à cabeça naqueles momentos em que você justamente não está concentrado em nada: no ônibus, andando na rua, esperando uma consulta, etc. Numa dessas minhas andanças pela rua, sem nenhum pensamento fixo, uma dessas esquisitices surgiu e comecei a olhar para as pessoas passando.

Talvez pela minha fase péssima (lisa) de 2009, ou talvez por algum acontecimento ilustre naquela semana, o fato é que comecei a matutar: quais dessas pessoas teriam feito amor na noite anterior ou pela manhã. Impossível saber; não tem um traço que mostre isso. Será que aquela senhora? Fui andando e olhando: essa não, esse está com cara que sim, essa parece que todo dia...

Aí lembrei que uma conhecida minha, creio eu, experiente no assunto, certa vez olhou para mim e disse - Você deu, está com cara de que deu! - E me defendi - Eu não! Tá doida. - Era mentira, tinha rolado mesmo. Mas achei muita ousadia ela descobrir assim só pelo meu semblante. Então, fui olhar no espelho para tentar achar os traços que me desmascararam. Nada! Como ela consegue?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Primeira Vez que escrevo aqui

Sempre tive vontade de escrever, mas faltava iniciativa. Hoje, finalmente, resolvi criar esse blog para me disciplinar. Sempre que eu tentava começar um, chegava na hora de escolher o nome e eu desistia. Ou porque já existia ou porque não achava suficientemente bom. Isso já aconteceu umas três vezes. Ainda não estou satisfeita com esse nome. Espero que, se algum dia eu conseguir me soltar, alguém se divirta.

Vou contar um caso verídico, sobre um tema que infelizmente vai acabar se repetindo por aqui: Coisas Ridículas que os Homens Fazem. O objetivo é transformar o drama em comédia para ter algum lucro.

Tinha acabado de terminar um longo relacionamento, estava mal e conheci um cara com quem saí algumas vezes. Certo dia, voltei para casa depois de um encontro com só um brinco nas orelhas, e pensei que o outro tivesse caído na hora que nos despedimos no carro.

Depois, quando a gente se falou, eu pedi (e olha que fui bem específica): - Fulano, perdi um dos meus brincos, que adoro, no seu carro. É grande, prateado, redondo e com pedrinhas coloridas. Guarda para mim e me entrega depois. Beijo. Tchau.

No encontro seguinte o cara me chega com as mãos cheias de bijuterias, jóias: brincos dourados, pequenos, pulseiras, brinco de coração, strass (inclusive pares).

O idiota deve ter pegado no quarto da irmã dele para fingir que tava tudo perdido no carro. Que tal?