Pode parecer que papos fúteis são só fúteis, mas eles são muito úteis. Às vezes, você se pega em uma ou outra situação em que não pode expôr nenhuma opinião, ou se posicionar a favor ou contra alguém ou algo, e nem consegue sequer responder uma pergunta de tão comprometedora que possa ser sua resposta (ô gentinha inconveniente).
É bom sempre ter assuntos Tabajara de interesse geral para se sair dessas. É importante que os papos fúteis abranjam temas diversos. Você pode precisar deles em 'sociais', com gente de todo naipe.
Com homens, por exemplo: se não sabe nada sobre futebol e carros, pelo menos aprenda sobre cerveja, vinho ou computador. É provável que eles apreciem alguma dessas coisas (além de mulher).
Idosos: sobre tudo que não seja muito moderninho (esses sabem muito), doenças e tratamentos. Mulher é mole: interessam-se facilmente por qualquer bobagem; estética, compras, etc.
Para entreter crianças, ou distraí-las nos momentos de questionamentos constrangedores (se for pai ou mãe, enfrente): é bom conhecer uns desenhos da moda atuais e seus personagens, perguntar sobre a escola...
Pode parecer sacanagem, mas é melhor apelar para um papo fútil do que falar mal de alguém, ser anti-ético, ou soltar uma baboseira daquelas.
domingo, 22 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Novalgina
Trimmmmmmm:
- Olá! Tudo bem? O que tem feito? Blá blá blá. Vamos nos ver!
- Ah, Fulano. Não quero mais sair com você não, que você me dá muita dor de cabeça.
- Não seja por isso. Então, vem aqui tomar 'navalgina'.
- Ha - ha - ha.
- Olá! Tudo bem? O que tem feito? Blá blá blá. Vamos nos ver!
- Ah, Fulano. Não quero mais sair com você não, que você me dá muita dor de cabeça.
- Não seja por isso. Então, vem aqui tomar 'navalgina'.
- Ha - ha - ha.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Amigo
Ensina-me e disciplina meu pensamento
Às vezes, não tão terno
Mas sempre verdadeiro
Me transtorna por inteiro
Logo depois desaparece
Não merece o desespero
Pois, faceiro, sempre volta
E, sem mistério, elucida
E conclui
Me explica
E me traduz
(março 2009)
Às vezes, não tão terno
Mas sempre verdadeiro
Me transtorna por inteiro
Logo depois desaparece
Não merece o desespero
Pois, faceiro, sempre volta
E, sem mistério, elucida
E conclui
Me explica
E me traduz
(março 2009)
domingo, 15 de novembro de 2009
Etiqueta e segurança no ar
Voar já foi para poucos. O avião era um meio de transporte chique há anos e anos atrás. Hoje em dia as passagens aereas são muitas vezes mais baratas do que as dos ônibus interestaduais. Não quero falar de classes sociais e esse tipo de coisa, mas sim de educação e acho que isso independe das condições financeiras da pessoa.
As voos econômicos são em aeronaves muito apertadas e o espaço entre as poltronas é bem menor do que nos ônibus de linha urbanos, então tem que levantar para o outro passar e pronto. E tem regras de segurança que tem que ser respeitadas.
Hoje, por exemplo, meu voo não podia pousar porque algum babaquinha estava com o celular ligado. E por acaso o babaquinha estava do meu lado com dois celulares ligados. Além do retardado de uns quase 40 anos passar a viagem inteira brincando com os dois aparelhos, inclusive com joguinhos barulhentos (falta de tato total), ele ainda fez a gente dar uma volta no ar porque não respeitou uma regra básica de segurança.
E o pior é que isso sempre acontece. Existem mil avisos de todo tipo (sonoros, escritos, simbólicos) falando da proibição do uso de celulares e as pessoas ficam lá se achando malandras porque estão mandando uma mensagenzinha, etc
Estava sentada no meio desse idiota e de um simpático senhor com quem já tinha trocado meia duzia de palavras porque o voo atrasou um pouco e tal. Ele provavelmente tentaria conversar mais comigo se eu não tivesse colocado meus óculos escuros e dormido, simulando atenta vigília, o tempo quase inteiro. Então, ele leu um livro. Sentiu a situação? Um lendo, um dormindo e o terceiro brincando de joguinhos barulhentos.
Crianças chorando, gritando: ok, entendo. Tosses, espirros: dá um medinho, mas ok.Uma pessoa grande ocupando parte do meu espaço: desconfortável, mas ok. Peidos fedidos: acho um absurdo, mas ok, talvez seja inevitável.
Um cara de und 40 anos fazendo um puta barulho eu não me conformo. E já aconteceu de colocarem música alta de rave no notebook em outro voo... e a aeromoça disse que não podia fazer nada porque no ar notebook é permitido. Gente, cadê a educação, consideração, bom senso, modos? Até no busão não pode ouvir música alta.
Não estou revoltada porque estava com sono, até porque consegui dormir tranquilamente com o barulhinho do imbecil. O que me incomodou foi que não pudemos pousar normalmente por causa disso. Olha o perigo! Imagina o piloto como deve ficar puto com uma coisa dessas...
No caso de hoje, depois que o comandante/piloto avisou que não poderíamos pousar naquelas condições, eu fiz questão de falar mal na cara dele pro simpático senhor que estava do meu outro lado, disfarçando, como se não tivesse percebido que era ele o causador do problema.
- Que estupidez, né? Isso é um perigo! Quem deixa o celular ligado é muito sem noção mesmo...
- Pois é. Um perigo mesmo. Atrapalha a comunicação. E ainda vai atrasar mais a chegada...
Então, o transgressor desligou seus brinquedinhos, demos uma volta no ar e pousamos levemente com 40 minutos de atraso numa viagem de que deveria levar uma hora de meia.
As voos econômicos são em aeronaves muito apertadas e o espaço entre as poltronas é bem menor do que nos ônibus de linha urbanos, então tem que levantar para o outro passar e pronto. E tem regras de segurança que tem que ser respeitadas.
Hoje, por exemplo, meu voo não podia pousar porque algum babaquinha estava com o celular ligado. E por acaso o babaquinha estava do meu lado com dois celulares ligados. Além do retardado de uns quase 40 anos passar a viagem inteira brincando com os dois aparelhos, inclusive com joguinhos barulhentos (falta de tato total), ele ainda fez a gente dar uma volta no ar porque não respeitou uma regra básica de segurança.
E o pior é que isso sempre acontece. Existem mil avisos de todo tipo (sonoros, escritos, simbólicos) falando da proibição do uso de celulares e as pessoas ficam lá se achando malandras porque estão mandando uma mensagenzinha, etc
Estava sentada no meio desse idiota e de um simpático senhor com quem já tinha trocado meia duzia de palavras porque o voo atrasou um pouco e tal. Ele provavelmente tentaria conversar mais comigo se eu não tivesse colocado meus óculos escuros e dormido, simulando atenta vigília, o tempo quase inteiro. Então, ele leu um livro. Sentiu a situação? Um lendo, um dormindo e o terceiro brincando de joguinhos barulhentos.
Crianças chorando, gritando: ok, entendo. Tosses, espirros: dá um medinho, mas ok.Uma pessoa grande ocupando parte do meu espaço: desconfortável, mas ok. Peidos fedidos: acho um absurdo, mas ok, talvez seja inevitável.
Um cara de und 40 anos fazendo um puta barulho eu não me conformo. E já aconteceu de colocarem música alta de rave no notebook em outro voo... e a aeromoça disse que não podia fazer nada porque no ar notebook é permitido. Gente, cadê a educação, consideração, bom senso, modos? Até no busão não pode ouvir música alta.
Não estou revoltada porque estava com sono, até porque consegui dormir tranquilamente com o barulhinho do imbecil. O que me incomodou foi que não pudemos pousar normalmente por causa disso. Olha o perigo! Imagina o piloto como deve ficar puto com uma coisa dessas...
No caso de hoje, depois que o comandante/piloto avisou que não poderíamos pousar naquelas condições, eu fiz questão de falar mal na cara dele pro simpático senhor que estava do meu outro lado, disfarçando, como se não tivesse percebido que era ele o causador do problema.
- Que estupidez, né? Isso é um perigo! Quem deixa o celular ligado é muito sem noção mesmo...
- Pois é. Um perigo mesmo. Atrapalha a comunicação. E ainda vai atrasar mais a chegada...
Então, o transgressor desligou seus brinquedinhos, demos uma volta no ar e pousamos levemente com 40 minutos de atraso numa viagem de que deveria levar uma hora de meia.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Beleza
Vamos a mais um tema recorrente e fútil do blog. Eu adoro beleza, e acho que todos são assim. As pessoas gostam de admirar coisas, paisagens, gente bonita, mesmo que as próprias sejam feias e não sejam preconceituosas. Gostar do belo é perfeitamente normal (não daquele cantor de pagode; isso é imperdoável).
Mas para as pessoas se manterem com a aparência boa (salvo raras exceções), elas precisam investir nisso. Demanda tempo, dinheiro, esforço e muitas vezes dor. Sim, dor! Como já falei queria ser mais vaidosa e não consigo. Também não entendo certos rituais porque simplesmente não tenho o hábito e nunca tive, ou não preciso tanto fazer (ou não tenho dinheiro).
Bem, eu acho que a beleza é inversamente proporcional ao conforto. Pronto, falei. Acho isso há muito tempo e amo essa frase. Por exemplo, acho lindo saltão, mas convenhamos, incomoda. E como eu adoro conforto, facilidades, temperaturas amenas e não tenho o menor problema em assumir isso (mesmo sabendo o sabor das conquistas árduas), eu venho aqui fazer uma manifestação a favor do conforto. Não é hedonismo, é que eu detesto sentir dor e desconforto.
Mas para as pessoas se manterem com a aparência boa (salvo raras exceções), elas precisam investir nisso. Demanda tempo, dinheiro, esforço e muitas vezes dor. Sim, dor! Como já falei queria ser mais vaidosa e não consigo. Também não entendo certos rituais porque simplesmente não tenho o hábito e nunca tive, ou não preciso tanto fazer (ou não tenho dinheiro).
Bem, eu acho que a beleza é inversamente proporcional ao conforto. Pronto, falei. Acho isso há muito tempo e amo essa frase. Por exemplo, acho lindo saltão, mas convenhamos, incomoda. E como eu adoro conforto, facilidades, temperaturas amenas e não tenho o menor problema em assumir isso (mesmo sabendo o sabor das conquistas árduas), eu venho aqui fazer uma manifestação a favor do conforto. Não é hedonismo, é que eu detesto sentir dor e desconforto.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Abordagens
Esse post vai aumentando aos poucos. Mesmo que esteja sem criatividade ou desmemoriada, não vou privá-los dessas eficientes armas de conquista que lembrei por enquanto.
In english:
- What’s your name?
- My name is Linda.
- Nem precisa Elogiar, né?
- É.
- Brasileira?
- É.
- Hahaha. Metida. Tchau.
Dançando na pista:
- Nossa! Eu estava te olhando de lá e senti uma energia entre a gente... é você... uma coisa cósmica, sabe... que me trouxe aqui. Gata, qual seu nome?
- Oi, Fulano, eu lembro seu nome. Você já me paquerou na praia, no ônibus e ...
- Na linha XXX
- Não, não. Na XYZ.
- (...)
Muito bêbado:
- Oiiiiieeee, vozzzê é azzimm munita, zabe? Pozzo ji conhecer? Qual zeu nome?
- Não!
TPM ou Muito Escrota:
- Oi. Eu estava ali te olhando e gostaria de te conhecer...
- Por acaso eu te olhei? Encarei? Dei mole?
- Não. Desculpa, eu...
- Por que está chegando em mim, então? Dá licença que está atrapalhando minha visão.
In english:
- What’s your name?
- My name is Linda.
- Nem precisa Elogiar, né?
- É.
- Brasileira?
- É.
- Hahaha. Metida. Tchau.
Dançando na pista:
- Nossa! Eu estava te olhando de lá e senti uma energia entre a gente... é você... uma coisa cósmica, sabe... que me trouxe aqui. Gata, qual seu nome?
- Oi, Fulano, eu lembro seu nome. Você já me paquerou na praia, no ônibus e ...
- Na linha XXX
- Não, não. Na XYZ.
- (...)
Muito bêbado:
- Oiiiiieeee, vozzzê é azzimm munita, zabe? Pozzo ji conhecer? Qual zeu nome?
- Não!
TPM ou Muito Escrota:
- Oi. Eu estava ali te olhando e gostaria de te conhecer...
- Por acaso eu te olhei? Encarei? Dei mole?
- Não. Desculpa, eu...
- Por que está chegando em mim, então? Dá licença que está atrapalhando minha visão.
domingo, 8 de novembro de 2009
Não vale o verso
A fim de eternizar um pedaço de tempo
Escrevo sobre banalidades
Pessoas nada importantes
Fatos irrelevantes
Talvez por um lado interessante
Para inspirar mesmo que por um instante
O súbito e desnecessário
Torna-se concreto em linhas de pensamento
O ímpeto de registrar o insignificante
Que, quem sabe, menos valem
Que os versos que lhes atribuo
E a intensidade do meu invento
(abril de 2009)
Escrevo sobre banalidades
Pessoas nada importantes
Fatos irrelevantes
Talvez por um lado interessante
Para inspirar mesmo que por um instante
O súbito e desnecessário
Torna-se concreto em linhas de pensamento
O ímpeto de registrar o insignificante
Que, quem sabe, menos valem
Que os versos que lhes atribuo
E a intensidade do meu invento
(abril de 2009)
Palavras
Palavras são tudo
São um mundo
Nomeiam matéria
Significam sentimentos
Muitas promessas
Em um vão momento
Traduzem sonhos
Despertam desejos
Causam anseio
Denominam o sofrimento
Meu e alheio
Vastas interpretações
Geradoras de desilusão
Registradas, proferidas
Carregadas de emoção
Ou não
Mas palavras são só palavras
Só palavras não são nada
E o silêncio, uma resposta
(março 2009)
São um mundo
Nomeiam matéria
Significam sentimentos
Muitas promessas
Em um vão momento
Traduzem sonhos
Despertam desejos
Causam anseio
Denominam o sofrimento
Meu e alheio
Vastas interpretações
Geradoras de desilusão
Registradas, proferidas
Carregadas de emoção
Ou não
Mas palavras são só palavras
Só palavras não são nada
E o silêncio, uma resposta
(março 2009)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O poder dos óculos escuros
São acessórios comuns, usados por pessoas de qualquer país, credo, idade ou estilo. Protegem a saúde dos olhos e tem uma função prática muito útil nos dias ensolarados: enxergar. Os óculos de sol podem custar de R$ 1,99 a R$ 3.000,00. Mas independente do seu formato, marca, fator de proteção, eles dão um certo poder de invisibilidade às pessoas.
Você é um sujeito normal, com todas suas inseguranças e timidez. Então, você coloca os óculos escuros e puf: você ficou demais, cara! Agora, independente da sua roupa, virou meio que um man in black. E só é reconhecido se quiser. No fundo, você se sente no direito de fingir que não vê as pessoas que não quer cumprimentar.
E, ao mesmo tempo, pode olhar para onde bem entende e encarar a vontade qualquer um sem ser reparado (é o que você pensa). Isso te dá uma coragem incrível. Todo mundo se paquera e olha as pessoas estranhas ou muito bonitas descaradamente. A sua cara que está ali, mas você se acha irreconhecível, que pode tudo e é super discreto.
Olheiras profundas, maquiagem manchada, uma cara horrorosa, chororô... É só colocar seus óculos de sol e sair (ou dormir) alegremente por aí. Até o final da tarde, pelo menos.
Você é um sujeito normal, com todas suas inseguranças e timidez. Então, você coloca os óculos escuros e puf: você ficou demais, cara! Agora, independente da sua roupa, virou meio que um man in black. E só é reconhecido se quiser. No fundo, você se sente no direito de fingir que não vê as pessoas que não quer cumprimentar.
E, ao mesmo tempo, pode olhar para onde bem entende e encarar a vontade qualquer um sem ser reparado (é o que você pensa). Isso te dá uma coragem incrível. Todo mundo se paquera e olha as pessoas estranhas ou muito bonitas descaradamente. A sua cara que está ali, mas você se acha irreconhecível, que pode tudo e é super discreto.
Olheiras profundas, maquiagem manchada, uma cara horrorosa, chororô... É só colocar seus óculos de sol e sair (ou dormir) alegremente por aí. Até o final da tarde, pelo menos.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dias vermelhos
Nada sobre comunismo, terrorismo, facções criminosas ou cheque-especial; o assunto é mulherzinha (e um drama da pior qualidade).
Vazio, choro em demasia, raiva, dor, inchaço. Como posso sangrar tanto e continuar viva. A menstruação é um castigo mensal por não termos engravidado.
Oh! Que injustiça. Nem todas teremos filhos. O mundo já está super populoso. Não faz sentido.
Essa merda deixa a gente em desvantagem em relação aos homens por causa desse desequilíbrio emocional (hormonal) que dá e ninguém entende. E ainda temos que usar essas fraldinhas desconfortáveis. Que angústia.
A procriação é linda. A mulher é o máximo. Simboliza a vida. Mas quando vejo tanto sangue lembro mais de uma guerra. Se o nosso corpo fosse tão inteligente, não desperdiçava esse sangue todo e mandava o resto do endométrio para as fezes ou absorvia, já que deve ter nutrientes.
Tantos precisando de sangue nessas campanhas e a gente jogando fora. Poderíamos doar. Quantas vidas seriam salvas.
Vazio, choro em demasia, raiva, dor, inchaço. Como posso sangrar tanto e continuar viva. A menstruação é um castigo mensal por não termos engravidado.
Oh! Que injustiça. Nem todas teremos filhos. O mundo já está super populoso. Não faz sentido.
Essa merda deixa a gente em desvantagem em relação aos homens por causa desse desequilíbrio emocional (hormonal) que dá e ninguém entende. E ainda temos que usar essas fraldinhas desconfortáveis. Que angústia.
A procriação é linda. A mulher é o máximo. Simboliza a vida. Mas quando vejo tanto sangue lembro mais de uma guerra. Se o nosso corpo fosse tão inteligente, não desperdiçava esse sangue todo e mandava o resto do endométrio para as fezes ou absorvia, já que deve ter nutrientes.
Tantos precisando de sangue nessas campanhas e a gente jogando fora. Poderíamos doar. Quantas vidas seriam salvas.
domingo, 1 de novembro de 2009
Vaidade
Queria muito que uma fada pegasse sua varinha de condão e me desse mais vaidade. Já melhorei muito, mas continuo descabelada, sem o hábito de pegar o espelho na praia ou na rua. Nos jogos o protetor sai e minha pele fica toda manchada; esqueço de reaplicar. Hoje mesmo estou com um bigode/cavanhaque de sol horrível.
Maquiagem eu ainda faço mal, por isso só uso o básico. Não consigo ser uma mulher “montada”. Às vezes, não tiro o esmalte direito e fico semanas sem pintar a unha. Quando vejo essas mulheres com unhas gigantes, eu penso: como elas conseguem viver com essas garras. Deve ser limitante.
O impasse do cabelo até que é compreensível: ele não é liso nem enrolado. Ou eu não escovo e fica ondulado, meio selvagem, que eu adoro, mas recebo muitas críticas. Ou escovo muito, passo silicone e dou um nó para ele assentar (senão fica muito armado). Ainda não consigo me render ao secador ao fim de cada banho.
Dessa forma, vou vivendo barangamente, quando não estou trabalhando ou indo em grandes eventos. Na minha rede no fut, ninguém me dá mole (que eu perceba). Não sei se pela minha aparência 'pinto no lixo' minhas brincadeiras excessivas, ou porque corro igual a Phoebe, do seriado 'Friends'. Mas está ótimo, que todos são queridos, carinhosos, e quero mais é que eles armem e desarmem a rede para mim mesmo. E depois nenhum namorado fica com ciúmes.
Já quando saio a noite, talvez pelas festas alternativas que frequento, ou pela generosidade da segunda lei de mendel da genética, que me deu cabelos loiros inexistentes na família, eu quase sempre abalo (não fui adotada, minha irmã já me torturou na infância com isso; podem estudar , eu tinha 1/16 de chances de nascer assim).
Então, vou torcendo para a fada mandar para mim a vaidade que me falta... Para eu não ter que passar a noite de sábado em casa cheia de hipoglós na cara em volta da boca que nem uma palhaça, tentando eliminar meu bigode/cavanhaque de sol.
Maquiagem eu ainda faço mal, por isso só uso o básico. Não consigo ser uma mulher “montada”. Às vezes, não tiro o esmalte direito e fico semanas sem pintar a unha. Quando vejo essas mulheres com unhas gigantes, eu penso: como elas conseguem viver com essas garras. Deve ser limitante.
O impasse do cabelo até que é compreensível: ele não é liso nem enrolado. Ou eu não escovo e fica ondulado, meio selvagem, que eu adoro, mas recebo muitas críticas. Ou escovo muito, passo silicone e dou um nó para ele assentar (senão fica muito armado). Ainda não consigo me render ao secador ao fim de cada banho.
Dessa forma, vou vivendo barangamente, quando não estou trabalhando ou indo em grandes eventos. Na minha rede no fut, ninguém me dá mole (que eu perceba). Não sei se pela minha aparência 'pinto no lixo' minhas brincadeiras excessivas, ou porque corro igual a Phoebe, do seriado 'Friends'. Mas está ótimo, que todos são queridos, carinhosos, e quero mais é que eles armem e desarmem a rede para mim mesmo. E depois nenhum namorado fica com ciúmes.
Já quando saio a noite, talvez pelas festas alternativas que frequento, ou pela generosidade da segunda lei de mendel da genética, que me deu cabelos loiros inexistentes na família, eu quase sempre abalo (não fui adotada, minha irmã já me torturou na infância com isso; podem estudar , eu tinha 1/16 de chances de nascer assim).
Então, vou torcendo para a fada mandar para mim a vaidade que me falta... Para eu não ter que passar a noite de sábado em casa cheia de hipoglós na cara em volta da boca que nem uma palhaça, tentando eliminar meu bigode/cavanhaque de sol.
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