terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dias vermelhos

Nada sobre comunismo, terrorismo, facções criminosas ou cheque-especial; o assunto é mulherzinha (e um drama da pior qualidade).

Vazio, choro em demasia, raiva, dor, inchaço. Como posso sangrar tanto e continuar viva. A menstruação é um castigo mensal por não termos engravidado.

Oh! Que injustiça. Nem todas teremos filhos. O mundo já está super populoso. Não faz sentido.

Essa merda deixa a gente em desvantagem em relação aos homens por causa desse desequilíbrio emocional (hormonal) que dá e ninguém entende. E ainda temos que usar essas fraldinhas desconfortáveis. Que angústia.

A procriação é linda. A mulher é o máximo. Simboliza a vida. Mas quando vejo tanto sangue lembro mais de uma guerra. Se o nosso corpo fosse tão inteligente, não desperdiçava esse sangue todo e mandava o resto do endométrio para as fezes ou absorvia, já que deve ter nutrientes.

Tantos precisando de sangue nessas campanhas e a gente jogando fora. Poderíamos doar. Quantas vidas seriam salvas.

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