quarta-feira, 10 de março de 2010

Palavrões

Fui educada para não falar palavrões. Quando eu era pequena, ouvia meu pai falando e outros adultos e, às vezes, vinham acompanhados de risadas ou piadinhas. Curioso. Mas eu não podia. Era Proibido. Como muitas outras coisas, depois de 18 anos poooode! Na frente de todo mundo continua sendo falta de educação. Para mulher então... Vixi! É péssimo.

Mas venho aqui nesse post, defender um pouquinho essas palavras grandes, que de nada são compridas, mas muito exacerbadas, feias e pesadas. Por isso, (suponho) chamadas: PALAVRÕES!

Os palavrões são impessoais. Para mim, é melhor do que pegar na ferida num momento de raiva, magoar seriamenre, agredir, desmoralizar etc... Claro que um 'filho da puta' nunca vai cair bem. Até porque mãe, como todos sabem, é sagrada. Mas esse está fora da reflexão. Agora um "porra", um "caralho", de vez em quando é melhor do que dizer boas verdades sobre a pessoa. Vai ofender muito menos. Também não são injúria, calúnias (piranha, viado). Não são crime. Ainda que horrível, não passa muito de mera falta de educação...

Lembro de um artigo de L F Veríssimo sobre o "vai tomar no cú" muito interessante. Vou procurar e publicar aqui. O "vai tomar no cú" serve para concluir uma discussão idiota; não é para a pessoa visualizar a cena, e ir tomar essa atitude literalmente, ok?

Considero mandar essa melhor que deixar para depois venenos e vinganças ou ficar longamente argumentando babaquices, numa situação em que a real motivação do dircurso já se perdeu e não vai se chegar a lugar nenhum!

(continua)

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