segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu e a vitrine

Eu evito entrar em butiques. Evito mesmo. Mas eu caminho muito e acabo vendo as vitrines sem querer quando olho o meu reflexo nos vidros das lojas.

Aconteceu recentente na MNG. Um mês de paquera. Eu e aquele vestido. Parecia que eu estava in love com a manequim de plástico. Cada dia que passava chegava mais perto. Nem o preço assustador me afastou. Mas R$ 215 por quê? O tecido parece tão vagaba. Mas o vestido continuava lindo.

Um belo dia, a vitrine mudou: cadê você, meu amor? Minha deusa tinha sumido! Foi substituida por outra com um vestidinho também muito bonito (R$ 260), tecido igualmente vagaba. Não resisti e entrei para procurar meu flerte de um mês. Mesmo que não fosse comprar eu precisava ver que ele ainda estava ali. O tubinho preto e branco.

Entrei naquela loja enorme encontrei logo de cara. Sem corpo, num cabide: ficava meio deformado daquele jeito. Peguei e o tecido era vagabundo mesmo. Li a etiqueta e a comprovação: polyester.

O momento da compra (para mulheres, pelo menos) tem uma coisa muito emocional mesmo. Ainda bem que resisti. Agora vou ver se entra em promoção para eu ter coragem de experimentar. Porque mesmo sendo vagabundo e caro, se eu gostar, ferrou. Vou ficar pensando nele.

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