No íntimo, em nossas férteis imaginações, passam muitas coisas esquisitas. Se é assim comigo, é assim com você também. E a maior parte das bizarrices vem à cabeça naqueles momentos em que você justamente não está concentrado em nada: no ônibus, andando na rua, esperando uma consulta, etc. Numa dessas minhas andanças pela rua, sem nenhum pensamento fixo, uma dessas esquisitices surgiu e comecei a olhar para as pessoas passando.
Talvez pela minha fase péssima (lisa) de 2009, ou talvez por algum acontecimento ilustre naquela semana, o fato é que comecei a matutar: quais dessas pessoas teriam feito amor na noite anterior ou pela manhã. Impossível saber; não tem um traço que mostre isso. Será que aquela senhora? Fui andando e olhando: essa não, esse está com cara que sim, essa parece que todo dia...
Aí lembrei que uma conhecida minha, creio eu, experiente no assunto, certa vez olhou para mim e disse - Você deu, está com cara de que deu! - E me defendi - Eu não! Tá doida. - Era mentira, tinha rolado mesmo. Mas achei muita ousadia ela descobrir assim só pelo meu semblante. Então, fui olhar no espelho para tentar achar os traços que me desmascararam. Nada! Como ela consegue?
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário