Eu e minhas conversas nas noitadas que me deixam completamente rouca e ainda fico gastando minha sabedoria e filosofia. Enfim, papo vem, papo vai:
- Trabalho com blá blá blá, malho... Pô, gata. Olha aqui o tanquinho!
- Que mané tanquinho!? Pra quê? Eu tenho máquina de lavar!
Bem esse papinho da night foi só para entrar num tema muito delicado que foi discutido há uns meses na mídia. Um artigo do L’Osservatore Romano, um jornal do Vaticano, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, dizia que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional. Alguns não gostaram, de repente até por ser uma publicação da igreja. Agora que tenho meu espaço vou dar minha humilde opinião. Eu concordo. Até porque o artigo diz ‘talvez’. Vamos refletir.
Lavar roupa (na mão) é a pior atividade doméstica e quase sempre sobra para a mulher, se tem alguma na casa. Na casa de quem é o macho que lava as roupas? Parece que só mesmo onde não tem mulher. A pílula anticoncepcional quem toma é a mulher. E 21 dias por mês no mesmo horário: um saco (agora tem umas novas, mas estamos falando de século XX)! Que liberação é essa? Se tem um monte doenças por aí e a mulher que ‘libera’ para qualquer um sofre depois de culpa e uma fama horrorosa. Claro que uma gravidez indesejada vai prender muito mais a pessoa do que lavar roupas. Mas é que eu sou da geração da camisinha, que o homem que faz um esforço danado para se manter firme e forte como se aquilo não estivesse ali (relatos masculinos, eu achava que era fácil). Nem ler o tal artigo eu li, só mesmo a repercussão nos jornais. O que eu sei é que tem gente quem nem gosta tanto de sexo, mas pelado ninguém pode andar, certo?
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