terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fraudando Freud

Não lembro mais se só nós, solteiros, temos esse problema de carência que nos acomete subitamente de vez em quando. Uma sensação de ‘ninguém me ama, ninguém me quer’, que vem das profundezas da emoção. Onde não há um pingo de razão (porque tem algumas pessoas te querendo que você não dá bola). Alguns ligam para amigos, outros desabafam com seus analistas e sempre algum espertinho vem com a impressionante descoberta: - “ Você está com baixa auto-estima”

Entramos no meu ponto. Baixa Auto-estima é o ‘baralho’. Eu me amo. Não tenho a menor dúvida disso. Cansei dessa tese furada. O problema é os outros não darem o devido valor a toda essa maravilha! Ou seja, não é um problema de auto-estima; é de co-estima! Não aguento mais ser acusada de falta de amor próprio enquanto o meu problema não está nem um pouco aí. O que me incomoda é justamente quando não gostam de mim. Ora. Quanta petulância! Eu sou super legal!

Falando de relacionamento, eu sei que para duas pessoas darem certo não basta uma ou a outra ser o máximo. Um anjinho tem que estalar os dedos. Tem que estarem no momento ideal os dois. Tá. Tudo bem. Eu entendo isso. Mas passo por fases de baixa co-estima, mesmo sabendo de tudo isso. Porquê é tão complicado aceitar que as pessoas não gostem ou deixem de gostar da gente?

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