segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Apesar da jovialidade, não nasci ontem

Hoje vamos falar de mais um caso desastroso. Vou chamá-lo de pretendente porque no fundo é o que ele foi por um tempinho. Esse não durou nem dois meses. Eu, a vítima, mulher engrupida por um homem confuso. Não dei bola de primeira, mas ele pareceu a pessoa mais bem humorada do mundo. Mais tarde dizia que tinha acabado de terminar um namoro e estava em uma situação super bem resolvida. A ex voltou para o ex-marido de 10 anos. Ok. Vou Fingir que acredito que está cem por cento resolvido.

Ligava diariamente, sempre de bom humor. Nas minhas viagens de trabalho, durante o dia, tarde e noite. Muito fofo. Mas de repente veio com um papinho de somos amigos coloridos, tenho falado com minha ex; tentando desabafar sobre ela, vejam só. E eu logo adiantei: - Amigo é o cacete! Já tenho muitos amigos. Vai conversar com seus amigos que você já tem.

Continuamos saindo por mais um tempo... Um dia recebo uma mensagem de texto no trabalho tipo 17:30 h, quando tínhamos combinado um show: – Não vou poder sair. Vou jantar com a minha mãe. – Minha resposta: - Apesar da minha jovialidade, não nasci ontem. – Gente! E eu caio nessa? Fora as duas vezes que ele fugiu de mim para atender essa ex no telefone. Socorro. Sendo que uma dessas vezes o chamei de 'pela', e ele ficou ofendidíssimo. Coitadinho! Ele sai correndo da minha casa para atender a ex e não segura a onda de ser chamado de 'pela'. Tudo uma merda.

Aí teve outro dia fofo: ele me deu uma escova de dentes muito legal na casa dele, com masssageador de bochecha, sabe? Eu adorei. Não entendi se era para ficar lá. Já estava puta mesmo. Agradeci, coloquei na bolsa e levei para casa.

E no final das contas o 'Apesar da jovialidade' conseguiu o que queria: me contou várias coisas dele e da ex-namorada. Ficamos amigos mesmo. Mas P&B. Ele é muito figura.

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