domingo, 11 de outubro de 2009

Perspectiva TPM

Eu não sou uma pessoa blasé, nem pedante, nem metida; nada disso. Mas tenho uma imagem à zelar (está certa essa crase?). Desenvolvi uma certa sagacidade para me proteger dos cariocas (veja bem, eu sou carioca, mas sou uma carioca diferente: com sangue bahiano e educação quase britânica).

O meu jeito com as pessoas é amigável e dócil cerca de três semanas por mês. Sou uma pessoa do bem que, às vezes, fala umas coisas meio absurdas de brincadeira. Tipo para uma amiga na noitada: - Ela pisou no seu pé e te machucou? Quer que eu a queime discretamente com o cigarro? – Eu não faço. Só falo brincando, ok? Aqui vou falar de um jeito mais ácido, mais irônico. Se eu falar sobre tudo que eu acho legal e fofinho não vai ter a menor graça ou vai parecer que eu sou meio idiota.

Nesse canal, eu quero botar lenha na fogueira. Quero escrever livremente, mesmo que sendo muito crítica. Embora eu seja assim aqui, continuo com a mesma essência. Para os (as) que estão com medinho (hahaha) não vou citar nomes e não pretendo de maneira alguma ofender, magoar ou expôr quem quer que seja ao ridículo, mesmo que um desconhecido. A proposta aqui, como eu já disse, é tranformar o drama em comédia. E nem diria ‘tragédia em comédia’ porque a palavra ‘tragédia’ por si só já é muito pesada.

Vou tomar cuidado para não falar demais, nem ser vulgar, mas aqui também não é lugar de censura. Eu evito falar palavrões, mas eu falo porque sou muito espontânea e divertida. Acho que em certos momentos palavrões são insubstitutíveis.

Principalmente no esporte. Impossível não falar. Eu tento propôr atividades assim nos treinos do fut. Não pode falar palavrão. Mas pode: Ora bolas! Caracoles! Porcaria! Sabe quando você erra aquela bola fácil? Tenta não falar palavrão. Ou quando você chuta a bola para o meio dos carros na avenida, vai dizer o quê? Putz grila? Puxa vida?

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